quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Silas começa a rezar

Silas foi na Seleção Brasileira um jogador mais ou menos assim como aquela vizinha bonita por quem todos os garotos, nos seus respectivos banheiros, pegavam o mundo nas mãos pelo menos uma vez por semana.
Avaí.com
Bastou que ela conquistasse o título de Miss Suéter ou coisa parecida, para merecer o desdém maldoso da meninada: - Ela é bonitinha, mas não tá com essa bola toda. Pra miss, ela não serve.

Silas foi assim. Bom caráter, bom companheiro, bom jogador. Mas jogar na Seleção parecia ser areia demais pro seu caminhão.

Ele agora, como treinador que está na moda, chega ao Grêmio com um saco de humildade cheio de bons resultados. Como - segundo Millôr - a memória do brasileiro só vai até à Missa do 7° Dia, todo mundo já esqueceu que, no início do Brasileirão, ele quase fez as malas e foi parar aonde o diabo perdeu as botas.

Homem de fé, ficou pelo Avaí. Seu santo é forte: conseguiu um milagre de recuperação para o time de Florianópolis que só teve uma espécie de alma gêmea no espírito de reação com que o alquimista Cuca abençoou o Fluminense.

Silas agora deixou-se cair em tentação. Trocou o Avaí pelo Rio Grande do Sul. Já pode começar a rezar para não engatar no Olímpico uma série de vitórias por lá. Os gremistas adoram dispensar quem está ganhando.