segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

As Penúltimas de 2009

Equipe do Esporte por Esporte entra hoje em breve período de recesso - que ninguém é de ferro. Daqui a uns quatro ou cinco dias, renovadas as forças e a velha e simplória esperança de brasileiro, volta para entrar 2010 de pé direito. Pronto para os melhores fundilhos nacionais. Antes disso, sem resistir às manchetes que rolam por aí, vamos a umas que outras nessa República da Esperteza. Boas festas e até o ano que vem.

E aquela cúpula nacional de comunicação que foi cometida pelo Ministério da Verdade do governo Lula, hein?!? Que fiasco. Fiasco, para não dizer como diria mestre Lula a seus apóstolos... - Que merda!

Jóbson que o Brasiliense de Luiz Estevão emprestou para salvar o Botafogo da Segundona, admitiu ter consumido cocaína às vésperas do jogo contra o Palmeiras, num encontro furtivo com uma atriz. Ah, bom, se foi isso mesmo, então ele é inocente.

Há notícias de que o Fluminense acaba de contratar o lateral esquerdo do Goiás. Pronto, Cuca já começou a estragar o time que terminou o campeonato invicto e dono da melhor campanha do segundo turno do Brasileirão. Faz sentido. Como é que ele vai conservar o emprego se o Fluminense não correr o risco de cair na próxima temporada?!?

sábado, 26 de dezembro de 2009

Rio Olímpico

aO lutador de jiu-jítsu Marcos Adriano Cavalcante, lutador de jiu-jítsu, de 39 anos, veio dos Estados Unidos onde morava, para passar as festas de fim de ano no Rio de Janeiro.

Foi baleado, na tentativa de assalto que sofreu em Pedra de Guaratiba, na zona oeste do Rio. No meio da tarde de ante-ontem, às 16h, ele parou o carro, uma Land Rover, no acostamento, para pegar um objeto no porta-malas.

Pronto, perdeu!
E o Rio de Janeiro continua olímpico!


aNo Rio Olímpico, Batalhão de Operações Especiais-Bope, parte com tudo para "pacificação de mais duas favelas". Armados até os dentes, os homens do Bope estão cometendo ainstalação de mais uma Unidade de Polícia Pacificadora. Nesse tipo de operação não tem bala perdida. Toda guerra santa avisava ao mundo que era tudo em nome da paz.

aEssas lojas de venda de material esportivo exclusivo de clubes de futebol abre num dia, vendem no outro e fecham logo depois. É que os compradores são sempre os mesmos. É cada vez menor o número dos loucos por futebol que chegam ao ponto de vestir sapatos e roupas sociais com uma camiseta do Arrancatoco por cima. Ou do Mengo, do Coringão, do Porco...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pára o Mundo!

Grandes coisas Marta ser escolhida, pela quarta vez consecutiva, a melhor jogadora de futebol do planeta... Ou Messi ser o melhor jogador do mundo, se a Argentina escolheu Del Potro... E aquilo de Cesar Cielo ser eleito pelo COB como o Atleta Olímpico?!?

Nada valem essas bobageiras. O jornal francês Le Monde acaba de escolher Lula do Brasil Da Silva como o "Homem do Ano 2009".

Sabe-se lá agora o que Arthur Nuzman vai fazer com o prêmio que conferiu ao presidente Olimpico, ou que fim Barack Houssein Obama vai dar ao troféu "O Cara" que concedeu ao maior brasileiro petista de todos os tempos...

Foto: ABr
Espere só para ver o que Lula vai fazer com esse título do Le Monde quando Cristina Kirchner - a Evita que não deu certo, o escolher como o "Peron do Brasil". Pode mandar parar o mundo pra gente descer. A população mundial e o ego de Lula não cabem num globinho desse tamanho.

Entresafra

Com o fim do ano está chegando ao fim também a safra de notícias e piadas políticas no Brasil. Ledo engano! Não pode faltar notícia nem piada de políticos num país em que os políticos não fazem nada o ano todo.

Quanto menos eles aparecerem por Brasília, mais notícia e galhofa terá a Capital do País. Estamos combinados então que podemos começar dizendo que por aqui ninguém notou que eles estão de férias.

A não ser, é claro, pelo ar que ficou bem mais puro e aprazível. No fundo, no fundo, o que pode deixar certa saudade é uma dessas metáforas futebolísticas de Lula. Mais nada.

O Flamengo com o seu patrocínio

Sabe o que me dá mais raiva no Flamengo? Aquele patrocínio da Petrobras no peito. Eu sou vascaíno desde 1948 e tenho que aturar um logotipo daquele - pago com uma parte, ainda que ínfima - dos meus cinqüenta anos de trabalho?!? Não se trata de quanto, mas do quê se trata. Patrocinador do Flamengo é a última coisa que um vascaíno quer ser na vida.

Ainda assim, sou menos conservador que os conselheiros do Flamengo que podem melar a chegada da paulista Hypermarcas com uma oferta de anual de R$ 28 milhões para botar a cara na vitrine ambulante como a camisa do time da Gávea. Na verdade trata-se apenas de uma demonstração de que esses senhores ainda existem no clube, mesmo sob a presidência de Patrícia Amorim.

Patrícia chega de vassoura nova para varrer uma dívida que supera a casa dos R$ 300 milhões. E os conselheiros ainda querem botar banca. Deveriam mesmo é explicar como é que, com sua veneranda presença, o clube chegou ao fundo desse poço. E com o meu e o seu patrocínio. Ou o petróleo já não é mais nosso?!?

Tranças do Esporte

Logo agora que o Palmeiras tinha resolvido contratar seguranças para proteger Vágner Love, seu empresário notifica o clube que o menino de tranças deseja transferência. E o que é que o Palmeiras está esperando?!?

Schumacher diz que pescoço está 100% recuperado. Então já pode olhar para trás e ver por onde anda Rubinho Barrichello.

Corinthians contrata Marcelinho para amistosos. Foi assim que Garrincha encerrou sua carreira.

Dia 1° de janeiro de 2011 Lula já estará livre de compromisso com a Presidência da República. Pode ser o grande reforço do Corinthians para aquele início de temporada. É tão gordo quanto Ronaldo e o seu pé-frio é um fenômeno. Vai ser contratado só para abraçar os adversários antes dos jogos.

Dunga deu sinais de que pode reconvocar Ronaldinho Gaúcho para a Copa do Mundo na África do Sul. Já está arranjando uma desculpa para a desclassificação na primeira fase diante da Coréia, Costa do Marfim e Portugal.

Orlando Silva, o ministro que canta de galo no terreiro dos esportes, tem medo que haja um colapso nos aeroportos brasileiros durante a Copa de 2014. É que muitas obras serão entregues no ano da competição e, como a distância entre as cidades do país é muito grande, os turistas dependem do serviço aéreo para se locomoverem. Isso não é nada. Basta distribuir tapioca no saguão dos aeroportos que os turistas vão relaxar e gozar.

Adriano recebeu um reajuste salarial de 40% para continuar no Flamengo. Até parece o aumento que Lula do Brasil Da Silva deu para os aposentados neste fim de ano. É que Adriano tinha propostas de transferência para a Arábia, Itália e Inglaterra. Os aposentados têm proposta lá da terra dos pés juntos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Del Potro vence Messi em pesquisa para saber quem foi o "melhor do ano" na Argentina. Pronto! Os argentinos se vingaram de Messi pelo gol que ele fez contra o Estudiantes de La Plata. Agora a honraria de Del Potro é maior que o prêmio de Messi pela Fifa. Messi é só o melhor do mundo; Del Potro é o melhor da Argentina!

Lula pede Marta e Cristiane na equipe corintiana masculina. Mais do que deixar claro que é pior do que Zé Serra como treinador, Lula quer acabar com a carreira das nossas duas melhores jogadoras. Por tres razões: uma, de vestiário; duas, porque é o vestiário do Corinthians; três, Lula é o maior pré-frio.

Botar Marta e Cristiane no colo da torcida corintiana é como pedir para o Paulo Maluf ser presidente de honra do Corinthians: - Estupra, mas não mata! Pelo menos, Lula pegou mais leve que o Beluzzo. Não mandou matar nenhum bambi.

Edmilson diz que Palmeiras deve aceitar liberar Vagner Love se ele pedir para mudar de clube por estar com medo depois que foi agredido por torcedores palmeirenses. Edmilson que se cuide, na falta de um Vagner Love, a Mancha Verde pega o primeiro que Beluzzo mandar.

Ninguém sabe se o que subiu pra cabeça de Lula foi o prêmio de Personalidade Olímpica do Nuzman, ou o Café da Manhã com o Presidente. Vai ver que um dos dois tinha tapioca no meio.

Dunga diz que vê Ronaldinho feliz em campo e que pode chamá-lo para a Copa. Se o Adriano é feliz subindo o morro, imagina o Ronaldinho baixando às boates lá em Milão.

Três anos de aposentadoria depois, Michael Shumacher volta à Fórmula-1. Diz que vem com a equipe Mercdedes GP para conquistar seu oitavo título mundial. A idade não tem nada a ver com isso. Nas pistas o carro é que precisa ser ligeiro. Schumacher só dirige.

Idade por idade, então o Rubinho Barrichello não seria candidato uma vez mais a vice de sua própria equipe nessa temporada.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Prêmio Brasil Olímpico

Foto: Sátiro Sodré/CBDA
Os três grandes homenageados da noite: Cielo, natação; Sarah, no judô; Lula, o Atleta que Joga em Todas.

O dia começou com o Prêmio da Fifa. Deu Messi e Marta na cabeça. Messi é o primeiro argentino a ganhar o título de melhor jogador do mundo. Marta é a primeira pessoa a receber o troféu quatro vezes seguidas. Ronaldão e Zidane, foram os melhores do mundo por três vezes, intercaladas.

O Departamento de marketing do Corinthians acha que Ronaldo Fenômeno ainda tem chances de empatar com a Marta na festa do ano que vem. Marta vai melar os planos do time paulista: será melhor do mundo pela quinta vez. Disparada.


Aí veio a vez da noite no Brasil. E, mais do que qualquer atleta, o grande homenageado foi Lula. Recebeu o troféu PersonalidadeOlímpica. No ano que vem vai ser eleito o Atleta do Século. Quiçá do milênio.


Como quem está acostumado, dessa vez embolsou o discurso escrito pelos seus assesores do Ministério da Verdade e partiu para a sessão de piadas. Deu-se pra lá de bem. Dessa vez não foi vaiado. A claque delirou.


Antes já tinha tomado um belo café com ele mesmo, quando antecipou algumas boas idéias. Uma delas: "não dá para escalar dois tostões no mesmo time"... Faz sentido. Depois de tanto dinheiro rolando por aí em cuecas e meias, dois Tostões não valem nada.


O resto da festa foi festa. O Maracanazinho à meia-boca até que se divertiu. Deu gente chorando de alegria e de ansiedade. Claro que Lula chorou de novo quando reviu a conquista dos Jogos para o Rio de Janeiro. Há quem diga que ele até saiu meio decepcionado: Nuzman não mandou passar o fileme "Lula - o Filho do Brasil".


Ah sim... Cesar Cielo e Sarah Menezes foram os grandes vencedores do ano. Se não repetirem os feitos desta temporada, na próxima festa serão convidados para a solenidade de entregar o prêmio para os novos ídolos. A memória esportiva do brasileiro também é curta.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Trairagens à parte

aMessi desabafa: "Me sinto muito argentino". Também pudera! Depois de meter os peitos no Estudiantes de La Plata, nada nem ninguém poderia ser mais argentino. Nem um tango de Gardel seria mais trágico.

aJá está na hora dos argentinos de verdade tomarem uma atitude definitiva. Levem o Messi para ser abraçado pelo Lula e trocar flâmulas com ele lá no Palácio do Planalto. Pronto, acabam com esse apátrida para sempre. Talvez até com os dois.

aMessi jamais será brasileiro. Por mais "traíra" que seja para os argentinos, nunca chegará aos pés do que é um Durval Barbosa para o governo Arruda, em Brasília.

Futebol Feminino

A Seleção Brasileira de futebol feminino deu mais um show. Fez 5x2 no México.

O jogo até que esteve parelho, mas aí as próprias mexicanas resolveram golear-se. Se aquela zagueira fizesse mais um gol contra seria a artilheira do torneio.

Tá tudo muito bem, tá tudo muito bom... A Cristiane e a Marta sabem tudo de bola.

Mas bom mesmo de ser ver em campo é o jogo de cintura da Érika. Toda bola que ela domina fica bonita.

Um dos destaques da decisão de ontem no Pacaembu foi a lateral Janaína. Mas a torcida já acha que ela está ficando mascarada.

Janaína justifica: - O futebol de mulheres nem sempre é uma caixinha de surpresas; mas é bom que às vezes tenha um certo mistério...

Falando sério: Marta é mesmo um fenômeno. Como se não bastasse tudo o que faz dentro de campo, com os dois gols que marcou ontem contra o México, ela tem 53 jogos pela Seleção e 53 gols. Só isso já não permite que a fantástica Cristiane empate com ela como a melhor do mundo.

Prêmio Brasil Olímpico - O grande salto do COB

Hoje, a "grande noite do esporte brasileiro" veste cartola. É a festa promovida pelo COB, o Prêmio Brasil Olímpico. Principal homenageado: Lula. Deve ter batido todos os recordes mundiais na modalidade pulo do gato.

No tempo que os brizolistas falavam a homenagem estaria em boas mãos: - Nada mais esperado do que um troféu mundial de salto para o "Sapo Barbudo".

domingo, 20 de dezembro de 2009

BARCELONA APLICA UM TANGO NO ESTUDIANTES

Foto: AP

Como era previsto, mesmo com o Estudiantes de La Plata perdendo o título do Mundial de Clubes para o Barcelona, a Argentina foi campeã. Messi hoje é a Argentina.

Nada mais tango do que esse título do Barcelona. Uma tragédia tipicamente argentina. Messi, um argentino da seleção de Maradona, Ddeu uma estocada de peito no peito de seus compatriotas. Mais tango do que isso, impossível.

Barcelona 2x1 Estudiantes. Que vitória do Brasil!

sábado, 19 de dezembro de 2009

BURRICE CARIOCA X BRASÍLIA

Os cariocas estão magoados com mais uma estocada gratuita. O senador Osmar Dias - querendo bancar o bonzinho com a torcida do Coritiba, boa tropa do seu curral eleitoral, resolveu propor - esse verbo se fez carne entre aspas porque é brincadeirinha - que o STJD se transfira do Rio de Janeiro para Brasília.

Deveriam estar agradecidos. O Rio de Janeiro, quando capital da República era o que é Brasília hoje. Cidade dormitório dessa caterva. Com a vantagem de ter mais cheiro de bronzeador pelo ar. Pelo menos na sua parte que lambe o Atlântico.

Pagava o pato geral pela corrupção, pelos desmandos, pela triste sina de ser poeta de uma latrina. Era terra de malandro; capital da esperteza. Os políticos corruptos, safados, calhordas de todos os tipos e feitios nascidos de suas cidades, seus estados, iam para lá e davam a impressão de que o carioca era safado até às últimas conseqüências, querendo e tirando vantagem em tudo e por tudo, como hoje os brasilienses e a própria Brasília parecem que são.

Não são não. Rima e é verdade. A sem-vergonhice, a safadeza, a incuria, os sete pecados capitais vêm de fora pra dentro. Brasília é só o valhacouto dessa gente espúria, desses párias engravatados que poluem a política, apodrecem o meio ambiente e contaminam o esporte com o vírus letal que contraíram nos seus lugares de origens, no útero de suas coitadas mães, no espermatozóide capenga de seus pobres pais, nas cidades que - para desgraça do país e, neste caso, do esporte - os viram nascer.

Os caras aprenderam a ser sem-vergonhas e patifes aí, a seu lado, nos mesmos bancos escolares, nas mesmas faculdades, nos mesmos empregos da sua cidade natal. E bobo é você que, em nome da velha amizade, continua votando neles.

Só para ser carioca nesse instante: lembre-se de onde, através dos tempos foram, quando foram, para que foram a Brasília, um Alexandre Santos, uma Andréia Zito, um Antônio Carlos Biscaia, e Arnaldo Vianna, Arolde de Oliveira, Bernardo Ariston, Brizola Neto, Carlos Santana, Chico Alencar, Chico D'Angelo, Cida Diogo, Deley, Adylson Soares, Paulo Cesar, Edmilson Valentim, Edson Ezequiel, Eduardo Cunha, Eduardo Lopes, Felipe Bornier, Fernando Gabeira, Fernando Lopes, Filipe Pereira, Geraldo Pudim, Glauber Braga, Hugo Leal, Índio Costa, Jair Bolsonaro, Leandro Sampaio, Léo Vivas, Luiz Sérgio, Marcelo Itagiba, Marina Magessi, Miro Teixeira, Neilton Mulim, Nelson Bornier, Otávio Leite, Pastor Manoel Ferreira, Paulo Rattes, Rodrigo Maia, Rogério Lisboa, Sílvio Lopes, Simão Sessim, Solange Almeida , Solange Amaral, Suely, Vinícus Carvalho

O Rio de Janeiro deveria estar morrendo de rir, ao invés de ter raiva e inveja de Brasília. Até porque Brasília é a capital irreversível do país. Ser capital da República é ter nas artérias aquele malfadado jeitinho brasileiro de ser. Pode ser Brasília, Rio ou Canfudó do Judas. Burrice é um defeito que não condiz com a alma carioca. Não deveria.

Argentina campeã mundial!

Barcelona x Estudiantes é dose pra brasileiro nenhum botar defeito. No fim já se sabe, um argentino vai ser campeão do mundo! Ganha o Estudiantes de La Plata, ou o meia Messi.

Resta um consolo: hoje Messi sozinho é a Argentina todinha. Só mesmo rindo: kakákakákaká.

Na mesa der bar, dizia o pinguço brasileiro para o abusado torcedor argentino: - Espero que você Messi bem suas palavras!

Maradona não está lá muito satisfeito. Para ele o que vai acontecer com a carreira do brasileiro Jobson é mais interessante do que possa acontecer com Messi. (Essa foi terrível, Messi beacoup!).

Teste consolida carreira de Jobson

Jobson, jogador do Botafogo foi flagrado novamente no exame antidoping. Depois de ser pego com a boca na botija pelo exame feito logo após a partida com o Coritiba, o atacante teve seu teste detectado como positivo por cocaína também no jogo contra o Palmeiras, dia 6 de dezembro.

Se esse cara entrasse em campo com o sangue e não com o pó que tem nas veias, jogava mais que o Maradona.

O Botafogo já decidiu, no ano que vem Jobson não fará parte do grupo: "falta sangue para ele quando entra em campo".

Jobson é do Brasiliense. Já tem gente pensando em examinar também as meias que ele usa quando entra em campo.

A diretoria do Brasiliense, em vista de tanta cocaína encontrada no atleta, já não aceita apenas os R$ 4,5 milhões que o Cruzeiro estava disposto a pagar por Jobson. Só vende pelo dobro.

Há duas pistas para que as negociações entre Brasiliense e Cruzeiro envolvendo o atacante Jobson, estejam sendo vistas pela polícia como tráfico de droga: cocaína e o próprio jogador.

Como diria Lula, o maior e mais fiel corintiano, o Jobson tá na merda!

Mas é bem como Jobson mesmo quer saber de seu empresário: - E agora, quanto vale essa carreira?!?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Os blogs de José Cruz e Juca Kfouri

Arq.Sanatorio da Noticia

O Blog do José Cruz matou a pau. E agora enfrenta a ira dos deuses intocáveis que habitam o olimpo do esporte chapa branca que só admite que se conte a História Oficial.

Se você ainda não fez isso hoje, dê uma olhada no Blog do José Cruz por aqui mesmo, no Esporte por Esporte:

O suspeito segredo do ministro do Esporte

O ministro do Esporte, Orlando Silva, insiste em manter escondida a proposta de Medida Provisória criando a “Empresa de Excelência Esportiva – Brasil Esporte", mesmo depois que tornei público o documento, na quinta-feira.

Naquela mesma data, o ministro presidiu reunião do Conselho Nacional do Esporte, em Brasília e, inacreditavelmente, não fez qualquer referência à MP que altera, inclusive, a Lei Pelé (n. 9.615/98).

Democracia

Na prática, propor criar uma nova instituição governamental – no caso a “Empresa de Excelência Esportiva” – sem discutir com os órgãos afins, nem mesmo o Conselho Nacional do próprio ministério, é um golpe.

É a forma mais vergonhosa de preparar o continuísmo, quando este governo chegar ao fim, pois o próprio ministro Orlando é o candidato ao cargo de presidente, indicado por políticos interesseiros.

No bom português é querer “se arrumar”, “se dar bem”, independentemente de quem vier a ocupar o Palácio do Planalto a partir de 2011.

Ou seja, tudo feito às escondidas, quando deveria ser público, pois a prática democrática assim recomenda.

Ministro Orlando Silva irritou-se com a divulgação da MP

Conversei com alguns membros do Conselho. Eles ficaram surpresos com a notícia que leram em meu blog e o silêncio ministerial.

Ou seja, a mais alta instituição de assessoria ao gabinete de Orlando Silva ignora sobre os rumos do nosso esporte.

Isso demonstra como as principais questões são tratadas em nível governamental: em silêncio e, por isso, de forma suspeita.

ENTRELINHAS - Sabendo que vai dançar na sua candidatura em 2010, o ministro Tapioca já está preparando a cama pra se deitar. Essa empresa de "excelência esportiva" é para Sua Excelência dormir tranqüilo que lá é lugar quente.

SERVIÇO - Acesse o blog do José Cruz: http://blogdocruz.blog.uol.com.br/

BLOG DO JUCA

Juca Kfouri é coisa de se prestar sempre muita atenção. Seu blog hoje trata da punição ao Coritiba com a mesma acuidade com que sempre trata o esporte. Suas matérias dizem o que têm a dizer e ainda dizem muito mais nas entrelinhas. Leia:

Coritiba recebe a punição que mereceu

O Coritiba pegou a pena que merecia em 1a. Instância: Couto Pereira interditado por 30 jogos, mais R$ 610 mil de multa.Se a sentença não for drasticamente suavizada no pleno do STJD, em janeiro, o time coxa não fará nenhum jogo da Série B em seu estádio.

Mas que o torcedor verdadeiro não fique preocupado com o prejuízo causado pelos vândalos e pela incúria da direção do clube: o que houve hoje foi só um recado demagógico, de fim de ano, para tentar salvar a cara do STJD de tantas lambanças em 2009.

Em janeiro, novo ano, mês de férias, a pena cai para menos de 10 jogos e algumas cestas básicas.
Pode apostar.

RODAPÉ - Além dos 17 hunos reconhecidos e detidos pela Justiça, há pelo menos um responsável pela barbárie no Couto Pereira: a Império Verde - ou Alviverde, ou Mancha Esverdeada... aquela que teve a sede vasculhada onde encontraram paus e pedras, drogas e armas.

O Coritiba se não tivesse medo dessa gentalha que faz dos estádios verdadeiras pocilgas, deveria entrar na Justiça pedindo indenização e ressarcimento total pelos prejuizos sofridos. Enquanto isso, essas manchas da vida não colocariam as patas nem as fuças em qualquer estádio do mundo. Pelo menos no Couto Pereira. (foto: Wikipédia)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Atenas-2004 - O Brasil à Grega

Depois de ver o mundo virar pelo avesso nos últimos quatro anos, a contar de setembro de 2004, revirei o baú das minhas recordações e encontrei num arquivo perdido dentro de um computador com mais de 15 anos de idade, os originais de um livro que só agora começo a revisar.

É desses rascunhos feitos em uma temporada solitária de quase um mês em Atenas que vou editar alguns capítulos que nasceram da observação que tive tempo de exercitar, enquanto o Brasil ia fazendo sua imagem de uma das potências paraolímpicas mundiais.

A temporada foi solitária justamente porque eu fazia parte da numerosa comitiva oficial do Comitê Paraolímpico Brasileiro - organização que, em maio de 2002 me contratou como seu assessor de imprensa.

Daquele setembro de 2004 na Grécia à primavera de 2005 no Brasil eu vivi um doloroso outono como jornalista de "bom caráter, texto correto e ânimo forte, mas destituído de espírito de corpo suficiente para entrar na alma corporativista da coisa...". Isso que está entre aspas nunca me foi dito, nem antes no Brasil, nem durante lá na Grécia, muito menos depois já de novo na sede do CPB em Brasília - centro nacional do poder de decisões. O canto a que fui relegado foi que me mostrou as almas paraolímpicas de todos as auras que me cercavam.

É do que vi e do que senti que vou falar. É que, no fundo, no fundo, hoje eu sei - que mesmo tendo trabalhado em dezenas de redações de rádio, TVs e jornais de todos os tamanhos, afora assessorias públicas e notórias - sempre fui um jornalista sem patrão.

Então, antes que o governo perpetre, nessa espúria 1ª Conferência Nacional de Comunicação, a vilania de amordaçar também a internet, à medida que vou revisando os alfarrábios helênicos ouso desafiar os astros transformando-os em postagens imediatas.

Vou sem fome ao pote. Mas, para vocês, bom apetite!


ATENAS, APENAS...
Um Triglota na Grécia à Brasileira

Se uma pessoa se mostra cortês e simpática”.
com um estrangeiro, demonstra que é um cidadão do mundo
”.

(F. Bacon, Essays, 13. Goodness and Goodness of Nature).


Triglota, falo e entendo português castiço-brasiliense e espanhol fronteiriço-pampeiro. Misturo tu com usted e o senhor com você. Inglês eventual, uma pinóia! O meu é de aeroporto: apurado ou retardado, conforme as circunstâncias.

Aí, mister e sir se encontram com incômoda assiduidade. Sou portador de triglotice bastante para não morrer de fome numa calenda grega e impedir que a brasileirice me deixe a ver navios na República Helênica.

No fundo, numa ilha de Mikonos qualquer, o mimetismo é o idioma universal que nos faz camaleões; que nos mistura e nos confunde com o meio ambiente e com todas as formas de homens e mulheres de todas as espécies, de todos os humores, de todos os sexos.

Foi preferencialmente com a língua afiada nesses três jeitos de expressão que me entendi com homens e mulheres de Atenas – gente emburrada por vocação que resiste a tudo, menos ao sotaque brasileiro de sorrir e fazer amigos.

Nesse exercício de comunicatividade, repassei-lhes os nossos palavrões e captei seus mais ofensivos gestos. O que o dedão pai-de-todos apontado para cima é para os globalizados brasileiros, nada demais ele significa para os gregos. Não espalme, no entanto, a mão virada para eles. São capazes de esganar você. É sinal de desdita para sempre. Grego é supersticioso, morre de medo de praga rogada.

A injúria que se comete no trânsito verde-amarelo vira um agressivo grito de malaka, ofensa ateniense corriqueira e bem pior que chamar alguém de filho-disso, filho-daquilo! Filho-dessa, filho-daquela!

Foi assim, falando grego com as mãos em diversos idiomas, rindo, tocando em tudo que descobri que as divindades se fizeram mortais hodiernos, meros e encantados admiradores desse exótico e mágico melhor lugar do mundo, o Brasil.

Bastou-me tão somente contar-lhes histórias recentes tão fantásticas quanto as suas antigas fantasias. Falei de Lula como se fosse um comestível e não um indigesto calamar; contei da democracia petista cheia de dirceus e genoínos vilipendiados por Renans, Beira-Colors e Sarneys bem ali, no berço da dita cuja; e enchi a bola de Giovani, Zé Elias e Rivaldo como deuses do futebol. Grego é assim, adora história. Vive disso, não mais que isso. Também, pudera! Não fosse a imaginação fértil o que seria da Grécia?!? Não sobraria para contar a História.

Ou terá alguém visto mesmo o Minotauro? Ou Hércules liquidando a Hidra de Lerna?! Na Grécia você não encontra uma viva alma que saiba o nome daquele vizinho de porta de Homero – o gênio que, dizem gregos e troianos, teria escrito a Ilíada e Odisséia.

Pois olha, eu abri meus braços para os gregos e eles me abriram seu coração quando lhes disse com intensa e trágica dramaticidade, como se verdade fosse, que o Brasil tem o maior e o mais profundo respeito por Zeus – o deus dos deuses – mas que o brasileiro é, acima de tudo e por amor à gandaia, um devoto incurável de Baco – sua divindade preferencial. Essa última peça foi a que mais rendeu.

A partir daí, com proezas de futebol narradas em mitológicas dimensões, com farta distribuição de pins e abadás de cores nacionais, conquistei Atenas com mais facilidade que turcos e otomanos.

Transformei seus buzukis em violas enluaradas nas mesinhas de Monastiraki, ao sopé da Acrópole. E assassinei a Garota de Ipanema e o Pato; lhes mostrei Meu Cantinho e o Corcovado - as quatro e definitivas versões de bossa-nova que tenho no meu repertório.

Um minishow que encerrei certa noite daquelas, sob os aplausos de Jean Paul Galtier que perambulava há duas ou três semanas pelos becos de Psiri – um conjunto interminável de bares de pouca luz e boates feéricas nas cercanias de Plaka, lugar fashion e de enormes marcas multinacionais, aos pés dos deuses da farra na capital helênica.

Dali, ao final de toda santa noite, caminhava desacompanhado e em total segurança – em Atenas não há assalto nas ruas em tempo de jogos oli ou paraolímpicos – até a esquina da Marni, avenida do Golden City Hotel de onde, antes de entrar para dormir, eu sempre olhava para as luzes divinais da Acrópole que o luar da Grécia consagrava. Bom pequeno sono depois, o grande sonho logo era realidade: Atenas, apenas...


DEIXA-ME TOCAR
“Tudo vira sucesso para as pessoas”.
de caráter franco e alegre
”.
(Voltaire, Le Dépositaire).


Descobri logo que, em Atenas, sexta-feira é o mesmo dia das bruxas que no Brasil. E que Monastiraki, Plaka e Psiri eram – como diria um gaúcho do Bonfim, em Portinho – um complexo trilegal de lazer intenso.

E foi num restaurante, híbrido de café, lanchonete e bar que, por sorte, me deram uma mesinha de rua onde chovia chope Amstel de meio-litro. Essa mesinha ficava, por azar grego, colada num trio musical maravilhoso que fazia a festa dos turistas que se acotovelavam aos borbotões pelo passeio estreito que invadia as calçadas e fazia daquilo uma versão de Rua do Ouvidor em hora de pique; uma espécie de vaivém comportado num momento de trégua dos carnavais de Salvador e Recife.

Gregos e gregas – depois eu conto – comem, bebem, fumam e cantam muito e sempre. São bons nisso. E a noite foi crescendo. Mais um chope. Uma pita pork sweetheart – pão sírio, lombinho em lascas finas como se fossem batata-palha, molho de iogurte apimentado na justa medida, tudo cercado de crocantes papas fritas.

Mais uma música de lamento grego e não resisti. Aquele instrumento, feito um bandolim de beduíno, pelo som e pelo jeito que era tocado se transformou numa atração fatal. Descobri que atendia pelo nome de buzuki.

Então, meio amigão dos músicos - que já me sabiam brasileiro - pedi-lhes que tocassem coisas do Brasilyah: samba, bossa-nova. Eles, com delicada e eficiente presteza, logo destruíram o Tico-Tico no Fubá em meia dúzia de acordes sonoros e desritmados. Atrevi-me a pedir-lhe o instrumento emprestado e fui explícito:

- Deixa-me tocar no seu buzuki?
- No meu buzuki? Oh, né, né!

Ia me surpreendendo raivosamente com a negativa do artista de rua, quando descobri que , em grego, é sim. Peguei o buzuki dele. Foi então que lasquei o meu melhor de Garota de Ipanema – versão em inglês, bem como canta a diarista lá de casa. As primeiras notas cortaram o céu ateniense e interromperam a mesmice da música doméstica.

O fluxo parou. Na verdade, a rua parou. Choveu flash de maquinetas fotográficas de todas as origens e filmadoras nipo-americanas de todos os portes e feitios que se misturaram aos aplausos cheios de bondade e simpatia.

Deu um nó na garganta saber que o som Brasil é universal. Quatro musiquetas depois, parei. Parei em plena apoteose, até porque além daquele coelho nada mais sairia da minha cartola. Eu jamais faria, numa hora daquelas, o que Romário fez com seu futebol. O baixinho não soube parar. Dali pra frente o meu sucesso seria um inevitável holocausto. Parei no auge.

Entreguei a buzuki para o dono que me abraçou caloroso demais pro meu gosto. Os gregos não exalam lá essas coisas. Pelo menos, os músicos. E os garçons, os guardas, os pensadores, os guias... Os gregos mais perfumados são os turistas.

Antes do primeiro gole de chope depois da canja, ainda vi na, digamos, platéia, um homenzarrão loiro quase alto, de maneiras exageradas e de muito brilho nas vestes e no olhar, aplaudindo melodramática e hipocritamente tímido.

Soube depois, tratar-se de Jean Paul Galtier – figurino fácil das melhores vitrines de Atenas e das areias das ilhas Gregas. De todas elas. Inclusive a de Mikonos, paraíso da androginia mediterrânea.

E foi assim que, tocando no buzuki do grego, me fiz artista internacional por uma breve, brevíssima temporada de 15 minutos de fama. Escondi de mim mesmo a verdade verdadeira: eles tinham aplaudido mesmo era o Brasil, país da moda e o mais querido e simpático dentre as nações exóticas.


OS ATAZANADOS

“Whoever is in a hurry shows that the thing
he is about is too big for him”.

(Lord Chesterfield, Letters to his son, 10 ag. 1749).

Versão em inglês providencial:
Aquele que faz tudo atazanadamente
parece mostrar que o que tem entre as mãos
é demasiado grande para ele”.


Os mandarins do Comitê Paraolímpico Brasileiro tiveram, pelo menos, dois anos e caqueradas para planejar a participação do Brasil nos Jogos de Atenas em 2004. Sempre demonstrando um enorme ar de atazanação, aqueles que se consagraram deuses do Espaço Brasil na Grécia, faziam todos entenderem que o seu trabalho era extremamente desgastante, estressante e tudo que seja ante, até abundante.

É sempre assim: os que não sabem fazer fazem saber que os que sabem devem fazer pelos que não sabem. De propósito, enredei a frase; eles, sem querer, enrolam tudo. Em geral não são atarefados, são atazanados. Têm limites de tempo e de talento. Não necessariamente nessa ordem.

Para ficar só com o que se deu comigo, assessor de imprensa do CPB – segundo contrato de trabalho tri renovado até 20 de maio de 2005 – conto, de passagem, que desde às cinco horas da madrugada do dia 9 de setembro, uma primaveril quinta-feira, estava no aeroporto internacional de Brasília para viajar de TAM às 7h rumo a São Paulo, de onde partiria, às 14h para Frankfurt, escala tedesca do vôo até Atenas.Pois minha passagem, por extrema competência dos deuses organizadores, era direta.

Direta, no mau sentido da expressão. Direta, sem baldeação, da minha casa para Frankfurt. Fiz o milagre de dar asas à imaginação e conseguir carona num vôo Varig que saiu da capital federal pra lá do meio-dia e me deixou em Cumbica dez minutos depois do horário de partida da Lufthansa para a Alemanha.

Como para a empresa germânica um simples passageiro valia mais do que um jornalista da casa poderia representar para os bengalóides do presidente do CPB, um advogado cego que só não enxergava mais longe porque seus cães de fila não deixavam, o vôo esperou por mim. Com o pé no avião, foi uma mão na roda: eu não os fiz esperar. Decolamos. Com quase duas horas de atraso, por minha causa.

Pode até ter sido desculpa da empresa aérea para uma dessas sigilosas falhas em terra, mas que pareceu aos ocupantes do enorme aparelho voador que a demora foi por atenção a este reles repórter, ah pareceu. Eu vi pela cara de gregos e troianos que já tinham estarrado seus fundilhos naquelas poltronas estreitas e duras dos vôos de gente pobre. Bem feito.

O excelente e farto serviço de bordo alemão não compensa o desconforto da classe econômica. As poltronas precisariam de 15cm a mais de cada lado para chegarem aos pés dos bancos de qualquer ônibus interestadual no Brasil Da Silva. O mínimo que sua anatomia pode acusar, bem ali onde as costas perdem seu digno nome, é uma pontada irresistível de ciático. Mas, entre mortos e feridos, chegamos todos bem. Claro, meio cansados e cacofônicos com fusos e parafusos, posto que paraolímpicos.


A ARTE DA ESCOLHA

“Sabia que escolher era algo assim como
ser lançado na água, depois de haver
aprendido a nadar por correspondência”.

(S. Loren, Uma Casa com Goteiras, p.3, Cap. I).



Era sexta-feira. Dia das bruxas também na terra dos deuses da imaginação grega de todos os tempos – base fundamental para o fascínio e a existência da Grécia até hoje. No hotel, recebi o cartão de um apartamento compartilhado – como faz bem a uma manifesta demonstração de economia numa delegação oficial de terceiro mundo.

A liberdade de ação leva invariavelmente ao exercício da arte da escolha. Sem obrigação de concorrência, você dita como casar passagens com hotelaria.

Hotel novinho em folha. Carinho à beça – não me entenda mal: carinho, de caro; carinho, de diárias altas, em desacordo com outros tantos hotéis do mesmo porte e longe daquelas redondezas, rara zona de puteiro do centro de Atenas.

Era o Golden City Hotel, esquina da Marni, avenida que – como tudo na capital ateniense – leva à Acrópole. Tinha nos altos do saguão de entrada, onde ficava um bar-café que vendia uma horrenda rubiácea por preço de ecstasy ou coisa que o valha, três minissalas próprias para pigmeus e jornalistas nanicos, embora todos que lá estavam como convidados, fossem grandes profissionais de grandes redes de jornais, rádios e tevês.

Vai ver que, para a administração do hotel, atleta com deficiência é obrigatoriamente alguém de baixa estatura. Assim é que, pelo nefando detalhe, a estalagem se encaixava no requisito das tomadas de preço: acessibilidade obrigatória.

As acanhadas instalações eram, já se via, uma estratégia de contraponto dos deuses do dito espaço e dos guardiões brasileiros do Comitê Paraolímpico, ao requintado e criticado Escritório Brasil Olímpico, montado com toda pompa e circunstância pelo COB, duas semanas antes.

Fui ao banho. Um espaço mal pensado: banheirinha de hidro onde, se você banhasse os pés, não lavava as nádegas; com meio box de vidro que permitia molhar mais o chão do banheiro do que o próprio hóspede.

À noite, reunião do presidente do CPB com os jornalistas convidados. Uma fala segura, bem articulada que deu as boas-vindas a todos e não pediu mais do que o compromisso com a verdade de cada notícia. Uma chuva no molhado, a levar-se em conta que só a verdade é notícia. O resto é qualquer coisa. E como tinha qualquer coisa naquela delegação!

Eis que, lépida e faceira, altaneira e soberana, depois das devidas apresentações, a figura de um dos deuses do Espaço Brasil previne: “Este é um ambiente de trabalho. Esta televisão não é para se ver novela. Este não é um espaço para bate-papo. O cafezinho e as bolachinhas são para se beber e comer. A água mineral é em copos e as garrafas ficam na bandeja. E, por favor, de chinelo de dedo aqui, nem pensar”.

Consagrou-se. A maioria dos jornalistas ali remanescia das recém-findas Olimpíadas. Tinham trabalhado o tempo todo no requintadíssimo Escritório Brasil Olímpico de bermudas, Ryder e Havaianas – aliás, coqueluche dos dedinhos da Europa.


TÁXI, TÁXI!

As palavras elegantes não são sinceras;
as palavras sinceras não são elegantes
”.
(Lao Tse, O Livro da Vida e da Virtude, II, 81).


Vem a noite e com ela, minha primeira volta por Atenas. Examinando o mapa e olhando do terraço do hotel, Atenas me pareceu uma cidade fácil. Voltada para o Mar Mediterrâneo, protegida por oito grandes colinas, todas arenosas e cravejadas de pedras de todos os quilates, dava-me a impressão de que, saindo de um lugar qualquer e fazendo a volta na quadra, voltava-se ao ponto de partida. Ledo engano: perdi-me.

De cara, caminhei no rumo da sempre iluminada Acrópole que me parecia bem próxima. Cheguei, pela primeira vez, a Monastiraki. E já fui comprando bugigangas. Boas horas depois, sempre só e a pé, comecei a dar voltas e mais voltas em busca do caminho de regresso. Cansado de conhecer o mesmo círculo de Atenas procurei um táxi. E aí, comecei a entender os gregos. Cansei de fazer sinal. Abanei, assobiei, gritei. Nada, eles não paravam. Vi, enfim, um deles estacionado. Fui ao motorista:

- Please, where is...
- No, no, no!
- Hei, could you tell me where is the way…
- No, no, no!
– já me respondeu gritando, sem sequer olhar para mim.

Não me contive. Com o mais delicado ar de paciência e fingindo um gentil agradecimento, encostei minha cara na janela do carro dele e disse sorrindo, quase sussurrando para aquele grosso, mal-educado:

- Tá bem, seu bosta, muito obrigado pela sua grosseria; seu viado, bichona enrustida... Vá pra puta que o pariu!

Só então, ele levantou os olhos de um joguinho qualquer do celular com o qual passava o tempo. Cravejou-me um olhar agudo, frio e cortante. Eu fui saindo de fininho, até que, por acaso, encontrei o caminho de volta para o Golden City.

Lá, numa rodada de cafezinho grego a 2,5 euros cada um, fiquei sabendo por um garçom do hotel que o motorista havia entendido o final do meu desabafo: puta significa puta mesmo na Grécia. Ganhei o dia. Não levei um sopapo grego por pouco.


PIRA DAQUI!

“É impossível ser melhor que os outros neste mundo
sem ter reais aptidões.Um semideus de araque
pode menos que um porteiro de boate”.
(O autor, na porta do Golden City).


Eis que a primeira grande vitrine se abria em Atenas. Data: 16 de setembro. Era a noite da Cerimônia de Abertura Oficial dos XII Jogos Paraolímpicos. Os aguapés começaram a se mexer em águas mornas de navegantes ansiosos por visibilidade. A chama paraolímpica, no Espaço Brasil, já acendera a fogueira das vaidades.

Deuses e guardiões tomaram para si o controle dos convites e credenciais para uma relação de pessoas que, compulsoriamente, deveriam passar pelo seu crivo. Coisa assim como o Bola Preta foi um dia para a sociedade emergente do Rio de Janeiro.

No rol de ungidos, primeiro as autoridades: deusas, guardiões, o presidente - é claro – o ministro e depois, sim, a delegação, os jornalistas e os adidos da embaixada nacional do exibicionismo pessoal. A árdua tarefa de conseguir credenciamento e convites especiais para os brasileiros foi delegada, como sempre, a terceiros competentes súditos. Era preciso uma certa alquimia para liqüidificar os dirigentes de entidades nacionais paraolímpicas que, por conta de seus próprios caixas-1 ou 2, se acomodaram em um hotel da vizinhança, já conhecida de outros carnavais.

O pessoal da comunicação social do CPB gastou aquela manhã inteira com a árdua missão depara consolidar o cadastramento oficial que lhe permitiria entrar na Vila Paraolímpica – exceto na chamada zona residencial – e assistir à abertura festiva dos Jogos. Valeu a pena: cada jornalista ganhou uma moderna pasta-mochila e um relógio-cronômetro Watch de bom preço, mas bem menos valioso do que as diárias da temporada de cada um. Nesse time não jogava o experiente produtor de TV e lobista midiático terceirizado na antevéspera da partida do Brasil Paraolímpico para a Grécia.

Tarde saindo de mansinho para dar lugar à noite, banho tomado, uniforme brasileiro modelito CPB, recebo no apartamento por telefone o anúncio feito na voz de um dos estagiários da equipe de imprensa do Comitê dizendo-me que devo ceder meu convite para alguém que, à última hora, fora convidado para encaixar-se na comitiva do Prê – como, com vulgar intimidade era tratado por eles o mais alto executivo do CPB.

O próprio estagiário que me confiscava o convite, mentiu-me que já repassara o dele também. Em matéria de solenidade oficial, de chama paraolímpica, este assessor de imprensa e o suposto pobre estagiário, recebemos um verdadeiro “pira daqui!”. Como a verdade tem pernas mais longas, levei ainda um certo tempo para saber que o "bate-pé-que-ninguém-te-quer" foi dedicado apenas a mim, como solene deferência e mensagem direta de que me relegavam à casta dos excluídos.

Só não vi a abertura pela tevê grega, porque tratei da vida – como já me acostumara ao correr daquela primeira semana em Atenas. Um simples porteiro do hotel tinha vários convites e muitas credenciais para a festa. Sobrou um para mim. Custou-me um pin do Jaquinho – logomarca identificadora do Brasil Paraolímpico nos Jogos . Vi tudo do alto de um confortável lugar dentro da pista. Vi, inclusive, eles lá em cima, acotovelados no olimpo do estádio, no meio de 75 mil outros convidados.

Não pirei, levei na esportiva. O que levei a sério foi a indução explícita de que me consideravam apenas mais um turista, dentre tantos que o CPB carregou nas costas até Atenas. Afinal, o Jaquinho - miniatura de um crocodilo, bicho acostumado a se defender com a cola - fizera a sua parte a meu favor. Coisa esperada e nada surpreendente para um gaúcho, como este que lhes conta a história, acostumado a presenciar fatos iguais.

Mas, deuses e guardiões, haviam feito a devida escaramuça para demonstrar trabalho e aptidão. Missão cumprida, uma vez mais: o Prê estava, de novo, impressionado com a eficácia de seus sitiantes. Dormiram o sono dos justos, com a consciência do dever cumprido.


CHOVERAM* MEDALHAS

“Ao erro cometido é inútil
a revisão tardia”.
(Do autor, em Esquina do Aquário).


Durmo a noite toda. Das duas da madrugada às seis da manhã. Banho-me e banho o banheiro todo. Com quatro horas de sono bem-dormido vou para o terraço, rumo ao café da manhã. Vale a pena. Não pelo café - que o melhor do CPB estava na Vila Paraolímpica; não pelo café em si, mas vale a pena sim pelas frutas e pelas iguarias folheadas que os gregos servem em forma de brioches, pastéis, croissants e coisas quetais.

O melão é dos melhores que já comi; os pêssegos, greguíssimos; as uvas, sem sementes, têm a doçura das terras americanas de onde procedem. Mas, pelo menos, elas estavam lá. A nata batida com geléias e mel, a manteiga holandesa faziam daquele desjejum cotidiano um banquete dos deuses - bons e maus.

E tudo isso, comia-se olhando para os turistas alemães, japoneses e americanos, todos desbundados com a visão – adivinhem?! – da Acrópole! O leite de cabra, no entanto, era um concentrado de um gosto – digamos, acabrunhado - que evocava uma enorme saudade do Brasil.

Veio o primeiro dia de trabalho. E porque era sábado, havia a expectativa do domingo e reunião da Coordenadoria de Comunicação com a equipe da casa: três estagiários, três fotógrafos terceirizados, uma jornalista com diploma de um ano de idade, este brontossauro de rádios, tevês, jornais, assessorias e coordenadorias de comunicação públicas e privadas e, a outra deusa da comitiva – a coordenadora de comunicação do CPB.

Formada há um ano e meio na Católica de Brasília, ela própria editou seu currículo no site oficial do CPB. Era maior do que a história de vida do presidente do Comitê que, por sinal, e por fastio, a havia demitido três dias antes da viagem para a Grécia.

Diante de lágrimas tão crocodilianas de fazer inveja ao próprio Jaquinho, jacaré de papo-amarelo símbolo brasileiro nos Jogos, Vital Severino retemperou sua medida e, para encurtar o caso, reintegrou-a ao time brasileiro. Quer dizer, ela foi para Atenas tão coordenadora quanto eu fui como jornalista a serviço da cobertura do Brasil nos Jogos. Dois turistas incidentais.

A reunião foi no apartamento da divindade e não serviu para mais nada do que senão providenciarmos nosso credenciamento no Olympic Broadcasting Center – onde perdi minha carteira com todos os documentos e 3.200 euros.

Quatro horas depois de agonia – não pelos documentos, mas pelo dinheiro que era de estimação – reencontrei tudo nas mãos da polícia honesta e gentil de Atenas.

Foi o meu primeiro contato com a monumental e lindíssima Vila paraOlímpica de Atenas. Um elefante branco que, trinta dias depois dos Jogos - eu já sabia - ficaria às moscas para sempre. Um lote de espertezas políticas, uma fogueira de vantajosas vaidades que o povo grego vai pagar por mais de quarenta anos, pelo resto da vida.

Logo em seguida, saímos naquele dia, como um bando de catadores de informações e imagens. Uns pobres filhos da pauta. A mim, por uma decisão presidencial de última hora, caberia a tarefa de revisar o que fosse redigido. E redigir só o que fosse especial: as mensagens oficiais do Comitê. Um ghostwriter do presidente para assuntos gregários de somenos importância. Coisa assim que não fizesse mal a ninguém; que agradasse ao considerável público.

Passaram-se dois dias e nada me chegou às mãos. Ia tudo para o site e, em forma de releases, para as redações do Brasil do jeito que eles pensavam estar certo. Até que editaram a ufanista manchete: Choveram medalhas para o Brasil! Quando leitores e internautas conjugaram o verbo Eu chovo, tu choves, ele chove... choveu gozação pra cima do Comitê e seu cirque du soleil.

* Choveram, como diria o sarcástico Paulo Francis, diante de um instigante outrosssim... Choveram é a puta-que-pariu!


Stop: Se você está acompanhando o ATENAS-2004, O BRASIL À GREGA aqui pelo blog Esporte por Esporte, aguarde por favor a bertura de um novo espaço virtual para a edição completa dessa pequena jornada pela Grécia. Você logo será comunicado.

Fairplay à Brasileira

6O Brasileiro não gosta de esporte; gosta de vitória. (Esporte por Esporte)

5Prefiro lamentar-me da sorte do que envergonhar-me da vitória. (Quinto Cúrcio)

5Uma vitória, ainda que convincente, não me convence. Sempre vou tentar de novo, porque perdi; porque venci. (Esporte por Esporte)

6O vencer sempre foi louvável - seja pela fortuna ou seja pela astúcia. (Ariosto)

Eram os deuses paraolímpicos...

Foto: Mike Ronchi
O abraço foi em Pequim-2008, mas a face da vitória é universal.
Esta é uma das imagens do livro "Dinastia Paraolímpica".(Sérgio Siqueira/Mike Ronchi - Editora Senac-DF).
Morre presidente de Honra do CPB
Aldo Miccolis faleceu de enfarte esta madrugada, aos 78 anos. Leia mais sobre "A Lenda do Paraolimpismo Brasileiro" em www.cpb.org.br/

Levando na Esportiva

=Atacante Alan Kardec é vendido para o Benfica por R$ 6,5 mi. Sim, o Benfica é português.

=Gustavo Kuerten deveria ter recebido das mãos de Lula do Brasil Da Silva, na semana passada, a "Cruz do Mérito Desportivo" - mais alta condecoração esportiva do país. Ficou para outra data, a agenda do presidente estava cheia. Provavelmente, na próxima visita que Lula fizer ao Brasil. De qualquer maneira deu para notar que, nas hostes palacianas, Guga já não é O Cara.

=Deu na Folha de S. Paulo: "São Paulo vira nova janela para investimentos da Traffic em jogadores". Nada mais adequado no ramo do que esse nome.

=E no Jornal do Brasil que a Folha de S. Paulo deu: "Filho de Lula irá trabalhar no Corinthians". Luis Cláudio Lula da Silva, filho mais novo do presidente da República, irá trabalhar na comissão técnica da equipe no ano do centenário. Se o caçululinha tiver o mesmo pré-frio do pai, é o primeiro passo do Timão rumo ao sal da Segundona outra vez.

=O Botafogo tem apenas quatro titulares garantidos para 2010. E a diretoria ainda reclama?!?

=Dúvida de um bom vascaíno: o que é pior, não ser rebaixado na última rodada como Botafogo e Fluminense, ou carregar para sempre o título de campeão da Segundona?!?

=No futebol carioca duas coisas são uma só absolutamente certa: se o Vasco mantiver o mesmo time da Segundona e o Botafogo o mesmo time do Brasileirão, ambos já têm vaga garantida na segunda divisão em 2010.

=Futebol americano: Colts batem recordes na NFL. Quero ver baterem os irmãos Metralha.

=Ronaldinho Gaúcho disse para os jornais europeus que "quero ser protagonista na Copa de 2010". Tem tudo para ser e ainda sobra. Só tem um negócio: primeiro, precisa voltar a jogar metade do que jogava; depois ser convocado por Dunga; aí, então, ganhar a posição de titular.

Feito isso é só não enfiar na cabeça aquela bandana ridícula e agourenta, entrar em campo e deixar de bancar o burocrata. Ronaldinho é jogador de bola. Não tem cara nem vocação de gitano. Aquela bandana é a versão espanhola da máscara do jogador brasileiro no Brasil. Entre fulano, beltrano, sicrano e Elano, o melhor mesmo é Ronaldinho.

Só pensava naquilo...

Está nos jornais do mundo inteiro: cafetina americana afirma ter apresentado "dúzias" de garotas a Tiger Woods. Agora sim, a esposa do tigrão já sabe porque, em casa, ele só pensava em jogar golfe.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Futebol de Mulheres

Não só por falta do que ver na TV em uma tarde de domingo, mas porque o futebol feminino faz bem aos olhos, o jogo Brasil 3x2 México preencheu o vazio esportivo deste fim de semana. O jogo foi duro. E as meninas do Brasil ganharam... de calças na mão.

Teve uma falta na beira da área cobrada por Maurine que tirou a transmissão do sério. O narrador não poupou emoção: - Falta para o Brasil. Vai cobrar Maurine. Correu, bateu... no pau da goleira mexicana!.. Pau, trave, hein!?! - tentou consertar.

O bandeirinha se revelou no lance em que deu impedimento de Cristiane no excitante Brasil e México de mulheres. Flagrou o bico do seio direito da brasileira diante da zaga mexicana. Ele pecou naquele momento.

Cá pra nós, mas aquela baixinha que fez o primeiro gol do México tem que ser pelo menos neta do Cantinflas.

Tiger Woods - o Bom de Taco

Tiger Woods traiu a esposa de tudo quanto foi jeito e feitio. Ora, o que se poderia esperar de um atleta que ganhou um bilhão de dólares enfiando bola e mais bola em tudo quanto era buraco que via pela frente?!? Esse é taco! Jamais, no entanto, será presidente da República nos Estados Unidos. Lá, traição de alcova é mais deplorável do que Bingo aqui no Brasil já que "é pior do que prostituição infantil".

É enternecedor escutar a Jovem Pan transmitindo, por "tubo", o campeonato inglês. Comove o entusiasmo com que o narrador conta e os comentaristas analisam tudo aquilo que a gente, estarrado num poltrona da sala, vê ao vivo e em todas as cores, pela TV a cabo. O engraçado é que ouvindo uma e vendo outra, tem-se a impressão de que estamos assistindo a um outro jogo. O Liverpool 1x2 Arsenal deles não tem nada a ver com o nosso. Lula - o Papai Sabe-Tudo está cheio de razão: "...O mundo já não tem mais formadores de opinião".

Cerca de 25 milhões de ouvintes em todo o Brasil, são viciados em Jovem Pan. Os dados são da própria emissora. Ela é dinâmica, ousada, formativa e informativa. Mas tem coisas do "arco da velha". Todas as tardes, de segundas a sextas-feiras, apresenta com toda pompa e circunstância o programa "A Hora da Verdade". O restante da programação deve ser mentira.

Romário trocou e trancou as portas de seu apartamento e foi com a mulher para Trancoso na Bahia. Só falta o craque virar traque e se atracar com os oficiais de Justiça que lhe deram ordem de despejo do imóvel leiloado por R$ 8 milhões para pagar parte de uma dívida do Baixinho. Que tranqueira.

André Santos, o Unabomber


Estourou no vestiários do Fenerbahce a bomba lançada nesse fim de semana por tablóides ingleses e alemães sobre a suposta "maratona sexual" realizada pelos jogadores brasileiros André Santos, Vederson e Fábio Bilicar e mais o inglês Colin Kazin-Richards.

André Santos nega a suruba, tintim por tintim. Atribui a fofoca à antipatia da imprensa por Kazim. André Santos foi campeão da Copa do Brasil pelo Corinthians e refuga tudo de pés juntos: "Nunca tive problema em nenhum clube que passei. Isso não aconteceu e quero esclarecer de uma vez por todas esta história. Sai uma notinha aqui, outra ali e isso vai virando uma bola de neve que pode acabar afetando a minha imagem, sendo que sempre foi uma das melhores coisas em todos os clubes".

Depois de perder a liderança do Campeonato Turco para o Galatasaray, o Fenerbahce não vence há três confrontos no nacional. Devido ao péssimo nas últimas rodadas, André Santos acusou a imprensa de "perseguição", especialmente ao inglês Kazim: "Tudo começou desde que saí para jantar com o Kazim, a família dele e minha esposa também, logo em um dia que o nosso time havia sido derrotado para o Kasýmpasaspor por 3 a 1".

Transferido na última janela de julho para o Fenerbahce, André Santos poderá sofrer uma pesada punição do clube, caso seja comprovado que andou pulando a cerca e bombando por aí afora. E adentro.

De acordo com os jornais turcos, não há nenhuma notícia do interesse do técnico do Fenerbahce, o alemão Christoph Daum, pela contratação de Richarlyson.

Ronaldinho, ex-burocrata

Ronaldinho Gaúcho disse para os jornais europeus que "quero ser protagonista na Copa de 2010". Tem tudo para ser e ainda sobra.

Só tem um negócio: primeiro, precisa voltar a jogar metade do que jogava; depois ser convocado por Dunga; aí, então, ganhar a posição de titular.

Feito isso é só não enfiar na cabeça aquela bandana ridícula e agourenta, entrar em campo e deixar de bancar o burocrata. Ronaldinho é jogador de bola. Não tem cara nem vocação de gitano. Aquela bandana é a versão espanhola da máscara do jogador brasileiro no Brasil.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Profissão: repórter

Nessa quarta-feira, em sua coluna "Bola Genérica" no blog Sanatório da Notícia, o jornalista Moisés Pereira contou o que corria solto pelos bastidores do futebol gaúcho:

"O que se diz em Porto Alegre é que Vanderlei Luxemburgo propôs ao Inter um contrato de três anos com 1 milhão de luvas anuais, 500 mil por mês e participação na venda de jogadores promovidos por ele".

Agora, o presidente do Atlético, porta-voz de si mesmo informa que o clube "vai bancar sozinho" a contratação do treinador.

É bom saber que o Galo é um time rico. Dá para se concluir também que, como dinheiro não cai do céu - salvo para os propineiros rezadores de Arruda - o clube é um ótimo balcão de negócios. O ramo é o futebol; os jogadores, a mercadoria.

Se a cláusula promíscua de "participação na venda de jogadores promovidos por ele" é verdadeira, toda vez que Luxemburgo bota um craque na vitrine, bota também algum no bolso. Para isso conta com o trabalho profícuo e abalizado dos desinteressados amigos de sempre, formadores de opinião no mundo da bola.

A mídia especializada que vive à cata de um novo Pelé e a cada dia inventa um novo ídolo, faz o resto. Nada como o jornalista esportivo bom e batuta que cobre grandes equipes de futebol. Melhor do que ser técnico ou cartola que só jogam em um clube por vez. Esse tipo de setorista joga em todas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Futebol Feminino: Brasil 3x1 Chile

aUm colírio para os olhos, foi realizado nessa quarta-feira o jogo de futebol feminino, Brasil x Chile. E logo foi possível perceber que a diferença para o masculino está na beleza plástica dos lances consumados em campo em prol dos melhores objetivos e intenções dos membros que dirigem a modalidade no Brasil.

aPara fazer média e mostrar a cara como pais da criança no futebol feminino brasileiro, narradores esportivos misturam alhos com bugalhos. Tiram os olhos da bola quando um time se aproxima da cozinha das adversárias e fazem do gramado uma passarela.
aAo invés de escolherem a melhor jogadora em campo, propõem um troféu para a mais bonita. Desse jeito o futebol feminino perde o rebolado.

aNarração Fiel - "Kelly apara nos peitos, deixa escorrer pela coxa, enfia no meio das pernas da jovem chilena à sua frente que fica deitada na grama; Kelly olha para Marta, mas prefere meter na Cristiane que foge do pau, movimenta a cintura, vai que vai, rebola pra lá, rebola pra cá, vai pra frente e pra trás e, por fim, no momento certo coloca o couro com calma e serenidade no fundo das malhas da linda e agora depauperada goleira do Chile. Gol, golaço do Brasil!". O futebol feminino é outra coisa. De se ouvir. E ver.

aQuero ver as mulheres dizerem agora que os homens são uns trouxas que "ficam olhando 22 idiotas de pernas cabeludas de fora, correndo que nem loucos atrás de uma bola".

aToda vez que é surpreendida com uma bola nos peitos é que a zagueirona chega quase a admitir que "futebol é pra homem".
aVendo a beleza da goleira do Chile conclui-se de cara que sua carreira vai acabar logo, logo. Não demora nada e volta a velha versão de que "goleira é a mulher do goleiro".

aNa ânsia de querer agradar a melhor jogadora do mundo, estão chamando-a de Marta Fenômeno. O dia que ela chegar a esse ponto vão dizer que ela está grávida.

aDeplorável essa regra que pune com cartão amarelo quem tira a camiseta ao comemorar um gol. No futebol feminino, então, nem o árbitro sopra o apito de bom grado.

aDói na alma ver a cara de seriedade com que o massagista entra em campo para cumprir a sua dura missão.

aO Pacaembu inteiro se surpreendeu quando escutou a jogadora chilena, severamente marcada, gritar para o banco pedindo para ser substituída por que estava de saco cheio: - Ponga otra en mi espacio. Estoy hasta los huevos!

aMais espantada ficou a volante Danielli ao escutar a atacante do Chile reclamar da dura marcação: - No me rompas las pelotas!

aCá pra nós, com essa garotas bonitas, saudáveis e jogando essa bola toda - agora sim, futebol é coisa pra homem.

2º Winner de Tênis em Cadeira de Rodas

Foto: Mike Ronchi/Dinastia Paraolímpica
Começa amanhã, em Betim - região metropolitana de Belo Horizonte, o Winner Brasil Wheelchair Tennis Open. O torneio internacional de Tênis em Cadeira de Rodas é credenciado pela International Tennis Federation e faz parte do Circuito Mundial.
Os jogos serão realizados até o dia 13 nas quadras do Teuto Esporte Clube e são organizados pela ONG Tênis Para Todos que conta com o apoio da Confederação Brasileira de Tênis – CBT, Comitê Paraolímpico Brasileiro – CPB e da Prefeitura Municipal de Betim.

Já estão confirmadas as participações dos tenistas mineiros Daniel Rodrigues e Rafael Medeiros, dupla campeã do “SP Open” torneio internacional realizado em novembro; e a dupla vencedora do ParaPan Rio 2007, Carlos “Jordan”, de Brasília e Maurício Pommê, de São Paulo.

RODAPÉ - O Tênis em Cadeira de Rodas no Brasil ganhou um enorme impulso com o trabalho sério, sistemático e organizado da dupla Cláudia Chabalgoity e Suzana Dalet.

Silas começa a rezar

Silas foi na Seleção Brasileira um jogador mais ou menos assim como aquela vizinha bonita por quem todos os garotos, nos seus respectivos banheiros, pegavam o mundo nas mãos pelo menos uma vez por semana.
Avaí.com
Bastou que ela conquistasse o título de Miss Suéter ou coisa parecida, para merecer o desdém maldoso da meninada: - Ela é bonitinha, mas não tá com essa bola toda. Pra miss, ela não serve.

Silas foi assim. Bom caráter, bom companheiro, bom jogador. Mas jogar na Seleção parecia ser areia demais pro seu caminhão.

Ele agora, como treinador que está na moda, chega ao Grêmio com um saco de humildade cheio de bons resultados. Como - segundo Millôr - a memória do brasileiro só vai até à Missa do 7° Dia, todo mundo já esqueceu que, no início do Brasileirão, ele quase fez as malas e foi parar aonde o diabo perdeu as botas.

Homem de fé, ficou pelo Avaí. Seu santo é forte: conseguiu um milagre de recuperação para o time de Florianópolis que só teve uma espécie de alma gêmea no espírito de reação com que o alquimista Cuca abençoou o Fluminense.

Silas agora deixou-se cair em tentação. Trocou o Avaí pelo Rio Grande do Sul. Já pode começar a rezar para não engatar no Olímpico uma série de vitórias por lá. Os gremistas adoram dispensar quem está ganhando.

CANTANDO DE GALO

Então, lá se vai Vanderlei Luxemburgo para o Galo mineiro. Uma vez mais, carregando um grande "projeto de trabalho". Sai do nada para lugar nenhum.

Seu grande projeto é, na verdade, conquistar para si mesmo um bom título internacional. Não vai conseguir, de novo. Seu tempo já está vencido. E, no futebol - como na vida - mais difícil do que manter a credibilidade é recuperá-la.

Mas Luxemburgo não perde a pose. Canta de galo sempre que pode. Quando cacareja no seu blog que "ainda vou incomodar muita gente no futebol com conquistas e transparência" dá o nítido sinal das suas galinhagens na relações com a vida e com o futebol. Incomodado, não perde a chance de incomodar.

Melhor seria para Luxemburgo e para o mundo da bola que, lá nas Gerais, ele trabalhasse em silêncio.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

BOLA GENÉRICA

Mais espaço para o Esporte.
Moisés Pereira
Porto Alegre

Grata surpresa após uma viagem rápida e algumas horas longe da web. Eis que o incansável editor do Sanatório da Notícia, Sergio Siqueira cria mais um espaço livre, agora para discutir, divulgar e prestigiar o esporte em geral.

Admiro o fôlego e a produção literária do Sérgio que na velha Remington da redação da Rádio Cultura dePelotas em 1964, já era "exímio datílógrafo" (alguém sabe o que é isso?) e tentava igualar-me no domínio das teclas ruidosas contra o rolo com raiva e determinação.

Agora o Sérgio continua dominando o teclado e exercitando seu talento com produção de textos de qualidade também na seara política, com críticas contundentes e opiniões polêmicas, porque no esporte desde sempre dominou como poucos e sua abordagem é brilhante.

Congratulo-me com o "novo rebento" ESPORTE POR ESPORTE e tenho certeza de que muita coisa boa vem por aí. Sei o quanto esse jornalismo sem patrão, anárquico e livre pode acrescentar à opiniãopública .

Ainda repercute no sul a jornada de domingo quando encerrou ocampeonato brasileiro. O surrealismo da torcida do Inter torcendo parao Grêmio e comemorando por 70 minutos um título que não veio é algo que nunca acontecera e possivelmente tenhamos que esperar mais umséculo para que se repita.

Com isso o Inter comemorou o penta-vice e 30 anos sem vencer o Campeonato Brasileiro. Convenhamos não é pouca coisa.

Cheguei hoje da praia e me surpreendi com o número de funerárias na orla. Possívelmente para esperar o Colorado gaúcho viciado em morrer na praia.

Flauta à parte está o Inter procurando treinador. O sonhode ter Vanderlei Luxemburgo não colou. Será isso bom ou ruim? A bola da vez é Murici, outro derrotado de 2009 e que já esteve no Beira Rio onde dizia que era mal-humorado por estar distante da família.

O problema é que continuou ranzinza em São Paulo, e somente agora depoisde algumas derrotas está mais humilde. Nessa busca por treinadores que sucumbiram em 2009, até Nei Franco o mineiro que enterrou o Coritiba poderá ser cogitado.

E o Grêmio após namorar Adilson e Dorival Junior assustou-se com o "dote" exigido e terminou ficando com o emergente Silas, festejado no Avaí em Santa Catarina. Além de custo bem menor terá a companhia de Paulo Paixão consagrado preparador físico.

As restrições que se faz a Silas são quanto a sua religiosidade às vezes interferindo no vestiário. Aliás a esperiência com atletas de Cristo já foi vivida negativamente pelo Grêmio quando o centro- avante Macedo jejuou três dias antes de um clássico e confirmou isso durante a preleção para"incentivar" os seus companheiros.

A época é propícia para a dança dos técnicos e a minha dúvida é saber como o mercado tratará os questionáveis Celso Roth, Leão, Geninho e Nei Franco.

Quem terminou o ano flanando em águas tranquilas é Cuca de façanha incrível que derrubou os matemáticos e sem dúvida, também o Andrade que de interino do Flamengo chegou à maior consagação.

GOTAS E COMPRIMIDOS
Moisés Pereira

O que se diz em Porto Alegre
é que Vanderlei Luxemburgo propôs ao Inter um contrato de três anos com 1 milhão de luvas anuais, 500 mil por mes e participação na venda de jogadores promovidos por ele. E lembrar que há pouco tempo Vanderlei falava em abandonar o futebol para tentar uma vaga no Senado da República pelo estado de Tocantins. Convenhamos, vá ser idealista assim na Casa do Jader"BARDALHO"

E o Inter continua procurando treinador. Não aceitou a proposta indecente de Luxemburgo, perdeu Dorival Junior que é opção do Santos ou Palmeiras, namora Muricy que não rompe contrato com o Palmeiras e depende de ser mandado embora. (Apesar, do humor Muricy não rasga dinheiro).

A bola da vez parece ser Jorge Fossati, técnico uruguaioque acaba de deixar o time equatoriano da LDU depois de ser desclassificado pelo Emelec na fase de acesso à Libertadores. Fossati foi goleiro do Avaí e do Coritiba; como técnico tem um currículo médio, tem fama de ser bom de mata-mata onde ganhou a Recopa e Sul-Americana este ano. Treinou a Seleção Uruguaia em 2004 e 2006 e não foi a Alemanha. A vantagem é que custa bem menos que Muricy e Wanderley; a desvantagem é que treinadores uruguaios não têm tradição de bons trabalhos no Brasil.

E a violência, também no futebol, continua em pauta. Ascenas no final do jogo em Curitiba repercutem no mundo inteiro. Os jogadores do Grêmio ao retornarem do Rio de Janeiro foram agredidos no Aeroporto Salgado Filhos pelos ditos "torcedores " gremistas. Foi por isso que afirmei que era proibido ao Grêmio ganhar no Maracanã. Ontem um programa de rádio em Porto Alegre debateu o assunto violência. Os ouvintes interagiram e concluiram com percentual de 80 por cento que o futebol é apenas um instrumento para que a violência aflore de setores localizados da sociedade. O tema é discutível, não são os pobres os violentos no esporte. A impunidade estimula e episódios lamentáveis se repetem sem providências didáticas ou mesmo repressoras. A educação , segundo os grandes mestres, seria o caminho para a recuperação da sociedade. A inclusão pelo Esporte é um dos objetivos do Blog www.esportepeloesporte.blogspot.com. - Ala Esportiva do Sanatório da Notícia.

Depois de surpreender o Brasil com o título de campeão nacional o Flamengo ainda de ressaca das comemorações volta às manchetes com a eleição da presidente Patrícia Amorim em eleição de pouca participação dos associados. Surpreende que o clube historicamente dirigido por "vacas sagradas" da elite carioca perca a eleição com um candidato apoiado por Márcio Braga . Preconceitos à parte, Patrícia é vereadora de dois mandatos, empresária, ex-nadadora laureada do Flamengo e assume com o compromisso de implantar uma gestão profissional no rubro-negro. A responsabilidade é grande num ano em que o Mengo vai disputar a Libertadores e, é sabido, sua dívida é milionária.

Flamengo: Ordem na Casa

Div/Flamengo

Delair Dumbrosck nadou, nadou e morreu na praia. Não tinha como bater Patrícia Filler Amorim, a nadadora 28 vezes campeã brasileira nos 200, 400, 800 e 1.500 metros livres. Não era mesmo a praia de Delair: ele perdeu pelo placar de 792 x 699 votos. Agora sim, o Flamengo vai. Precisava mesmo do poder, do talento e da experiência de uma mulher para colocar ordem na casa. Patrícia Amorim não tem a menor intenção de deixar que continuem colocando a sujeira para baixo do tapete. O poder feminino chegou para melhorar a cara da Gávea.
Mike Ronchi/Dinastia Paraolímpica

O esporte é o mais ágil e saudável fator de inserção social. Esse conceito é con-vicção expressa do jornalista coordenador do Esporte por Esporte, Sérgio Siqueira, autor em parceria com o fotógrafo Mike Ronchi, do livro "Dinastia Paraolímpica" da Editora Senac-DF.

O que diz a obra, vem sendo confirmado no Brasil com enorme rapidez no mundo dos atletas com deficiência pelo trabalho que realiza o Comitê Paraolímpico Brasileiro, hoje presidido pelo jornalista Andrew Parsons que lidera uma bem-montada equipe de profissionais especialistas no setor.

A cada dia que passa o esporte paraolímpico e os feitos dos atletas e das equipes do CPB proporcionam em 20 modalidades esportivas de alto-rendimento, a necessária e merecida visibilidade de uma nação que, no Brasil, é composta por mais de 26 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.

A competência paraolímpica brasileira não se destaca apenas nas pistas, nas quadras, nos estádios, nas piscinas; está também no talento e no conhecimento que os dirigentes do CPB têm adquirido e demonstrado ao correr desse tempo de participação no calendário esportivo paraolímpico.
Arq/CPB
Há pouco, em novem-bro, na Malásia, Andrew Parsons foi eleito membro do Comitê Executivo do IPC - Comitê Paraolímpico Internacional. A eleição foi por ocasião da Conferência e Assembleia Geral daquele organismo internacional.

O encontro reuniu os presidentes dos comitês paraolímpicos nacionais, federações internacionais das modalidades e dos comitês das cinco regiões - América, África, Ásia, Oceania e Europa.

Andrew Parsons foi escolhido por 84 dos 130 eleitores. Andrew assumiu a presidência do Comitê Paraolímpico Brasileiro em fevereiro deste ano. Foram eleitos 10 membros livres, um vice-presidente e o presidente do IPC. O britânico Sir Phil Craven foi reeleito na presidência com 118 dos 130 possíveis. O australiano Greg Hartung, com 66 votos foi escolhido como vice-presidente.

O Comitê Executivo do IPC, com mandato até 2013 é o seguinte: Alan Dickson, Reino Unido; Ali Harzallah, Tunísia; Andrew Parsons, Brasil; Ann Cody, EUA; Dato' Zainal Abu-Zarin, Malásia; Jose Luis Campo, Argentina; Hyang-Sook Jang, Coreia do Sul; Miguel Sagarra, Espanha; Patrick Jarvis, Canadá; Rita van Driel, Holanda.

FESTA É FESTA & FELIZ NATAL

O plástico fiasco da festa de premiação promovida pela CBF comprova que o melhor mesmo do Brasileirão-2009 foi o regulamento, a fórmula do campeonato.

Os pontos corridos garantiram - mais do que a emoção dos torcedores e os altos e abismos dos cartolas - os mais elevados índices de sintonia nas emissoras de rádio e TV que se esbaldaram em audiência e patrocínios. Os jornais - jeito antigo de fazer notícia - e a webmedia também não têm do que se queixar.

Até os clubes descobriram nesta temporada que o futebol guarda surpresas de bilheteria nunca dantes imaginados. Os cambistas se fartaram de tal forma que sobrou até para repartir algum com a turma dos bastidores que precisavam de respaldo para rechear as malas brancas e pretas que nem a banda de Arruda, em Brasília, ousaria imaginar.

Na bola, bola mesmo, o Brasileirão foi nivelado por baixo. Gordos, mais ou menos depauperados - alguns astros cadentes vieram da Europa e outros confins, para ganhar status de estrela emergentes, missão mais que possível em um universo de cabeças de bagre e pernas de pau.

Cumprida a sua mole tarefa de velhos craques, eles melaram a festa de puro marketing da CBF, empresários, agências de consultoria esportiva, vendedores de material esportivo e remédios contra o peso da idade e da fama.

Assim é que o goleirão Marcos, nem foi lá para ver Diego Souza receber o troféu de melhor jogador do cam-peonato. Marcão fez muito bem: Diego foi o melhor para os autores da festa, mas o goleiraço foi, disparado, o melhor jogador do Palmeiras.

Ronaldo, o Fenômeno imberbe da recuperação ósseo-muscular, também não foi. Tinha mais o que fazer em casa, diante do espelho com um aparelho de barbear Bozzano. O artefato pode ser bom pra pele, mas não elimina os pneus cinturados.

Adriano, goleador da competição em parceria dom Diego Tardelli, não teve tempo suficiente para voltar à sobriedade que desleixou na festa de celebração pela conquista flamenguista que promoveu em seu ninho de águia, lá no morro, onde é o verdadeiro imperador.

O longevo Fred escafredeu-se da surrada e breguíssima solenidade da cartolagem nacional que cria nos protagonistas da homenagem o constrangimento de se enfiarem em ternos e gravatas, quando gostam mesmo é de calçar chuteiras, vestir calções e camisetas que trocam, ao correr de uma temporada, assim como quem troca de camisa.

Ninguém sabe, ninguém viu, nem sequer lembrou se Vanderlei Luxemburgo esteve por lá. Ele, decerto, não se sentiria bem numa solenidade assim vestindo abrigo esportivo, ou bermuda - já que paletó e gravata ele usa mesmo é dentro de campo, nos dias de jogo.

No resumo da ópera em que o grande solo coube à magistral apresentação de Andrade - o Humilde, o elenco dos melhores intérpretes da alma que povoou os estádios durante a exaustiva peça pregada aos torcedores formou o grupo dos vencedores:

Victor, do Grêmio - o melhor goleiro; André Dias e Miranda - zaga do São Paulo; os laterais, Jonathan, do Cruzeiro e Júlio César, do Goiás - os laterais; Guiñazu do Internacional, Hernanes do São Paulo, Diego Souza do Palmeiras e Petkovic do Flamengo - no meio-campo; Diego Tardelli do Atlético-MG e Adriano Imperador rubro-negro chegaram juntos no ataque. Foram os goleadores do campeonato.

Então, para encerrar a temporada convoque esse time e faça um amistoso contra o brioso Huracán da velha e boa Argentina, ou o galante LDU do notável futebol equatoriano. Damos dois gols e pegamos qualquer um de los hermanos. Com a bilheteria do espetáculo terão todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo. A grana da aposta será usada para comprar um sorriso amarelo para Muricy Ramalho.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O MUNDO É UMA BOLA

Por favor, vá até o lado direito do blog e acesse a seção "O Mundo é Uma Bola". Veja o que o jornalista Zé Cruz selecionou para as nossas conversas de fins de semana que, como expeditos blogueiros, os membros (ops!) da nossa equipe redatorial resolveram jogar no ventilador. Entre na seção O MUNDO É UMA BOLA. Concentre-se e divirta-se. Por enquanto, pois o que é seu está guardado!

Bola Genérica

Petkovic foi decisivo e é o personagem da rodada
Moisés Pereira
De Camboriú

Na beira do mar em Balneário Camboriú, assim como em todos os rincões do Brasil, o fim do domingo foi de muita festa da maior torcida de clubes do país, a torcida rubronegra carioca.

Até os gaúchos, entre os quais me incluo, que via de regra temos a arrogância de desconhecer, o futebol carioca e de outros estados, vibramos com o título dos comandados por Andrade.

É lógico que me refiro à metade gremista do Rio Grande que viveu uma tarde surreal torcendo e vibrando com a derrota no Maracanã.

O jogo que acabou decidindo o campeonato mais disputado da era dos pontos corridos, entre Grêmio e Flamengo foi pobre tecnicamente e de pouca emoção, apesar da importância e da grande torcida presente ao estádio Mário Filho.

Se, por um lado, o Grêmio que não tinha mais nada a fazer na disputa, com um time de garotos conseguiu impor um bom rítmo no primeiro tempo - calando o Maracanã com o gol inicial, o Flamengo deixava a desejar pela ansiedade, nervosismo e também muito surpreendido por uma disposição ímpar dos reservas tricolores.

Porque era inevitável, e estava escrito, o segundo tempo mostrou o Flamengo mais ativo e disposto criando as melhores chances para decidir o jogo e o título.

Os gols foram de autoria dos zagueiros David e e Ronaldo Angelin, mas o mentor técnico da vitória foi o sérvio Petkovic, sem dúvida o nome do jogo e do campeonato vencido pelo Flamengo.
Petkovic, hoje veterano, tem uma trajetória de grandes vitórias no futebol mundial tendo encontrato as maiores glórias no futebol carioca. Jogou na Espanha no Real Madri, Sevilha e outros, e chegou ao Brasil a convite do Vitória da Bahia. No Rio de Janeiro jogou no Fluminense e Vasco, mas foi no Flamengo que alcançou maior destaque. Quando havia desconfiança sobre as possibilidades de seu futebol, aos 37 anos constituiu-se no grande nome da campanha do Flamengo.

Marcou gols decisivos, inclusive, um gol olimpico e ontem foi o autor da cobrança dos dois escanteios que redundaram nos gols do rubronegro. Dejan Petkovic é merecidamente o personagem da rodada.

O que dizer do campeonato que, no início era uma barbada para o Inter - "o melhor time, a melhor gestão" e que despencou no segundo turno ainda alcançando o segundo lugar no perde/ ganha dos times da ponta.

O Palmeiras liderou por 19 rodadas e alcançou o melhor momento na transição da saída de Luxemburgo e chegada de Murici, com este vendo seu time despencar no final de forma comprometedora.

O São Paulo.foi fiel escudeiro e esteve sempre com chances mercê de uma boa estrutura e um grupo de jogadores de qualidade razoável.

Dos mineiros o Cruzeiro superou o abalo da perda da Libertadores e chegou no G4; o Galo foi bem no decorrer do campeonato fracassando nas rodadas finais. Celso Roth continua devendo uma afirmação.

E o Flamengo contrariou as expectativas. Com problemas financeiros graves e crônicos, com diretoria desarticulada, sem campos de treinamento e graças ao trabalho do interino técnico Andrade que reuniu o grupo que contoou no decorrer do certame com os acréscimos de Petkovic e Adriano foi o merecido campeão.

É o velho futebol desafiando as teses e teorias. Quando a bola rola, os definitivos conceitos ficam a perigo e o time melhor encaixado e que dá o bote no momento certo fica com as vitórias. O Flamengo chegou à liderança na semana passada e ontem comemorou o sexto títullo nacional

Parabéns, nação rubronegra.

RODAPÉ - Bola Genérica é um comentário de Moisés Pereira - o Homem de Pau Fincado, distrito do longínqüo município de Santa Vitória do Palmar, terra dos mergulhões, às margens do Arroio Chuí que faz sucesso e multiplica acessos - de prazer e de remordições - nos internautas que se aprochegam ao blog Sanatório da Notícia, do mesmo grupo de jornalistas sem patrões e sem patrocinadores pelo romântico propósito de garantir a sua mais ampla e irrestrita liberdade de credo, pensamento e expressão.