segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O MUNDO É UMA BOLA

Por favor, vá até o lado direito do blog e acesse a seção "O Mundo é Uma Bola". Veja o que o jornalista Zé Cruz selecionou para as nossas conversas de fins de semana que, como expeditos blogueiros, os membros (ops!) da nossa equipe redatorial resolveram jogar no ventilador. Entre na seção O MUNDO É UMA BOLA. Concentre-se e divirta-se. Por enquanto, pois o que é seu está guardado!

Bola Genérica

Petkovic foi decisivo e é o personagem da rodada
Moisés Pereira
De Camboriú

Na beira do mar em Balneário Camboriú, assim como em todos os rincões do Brasil, o fim do domingo foi de muita festa da maior torcida de clubes do país, a torcida rubronegra carioca.

Até os gaúchos, entre os quais me incluo, que via de regra temos a arrogância de desconhecer, o futebol carioca e de outros estados, vibramos com o título dos comandados por Andrade.

É lógico que me refiro à metade gremista do Rio Grande que viveu uma tarde surreal torcendo e vibrando com a derrota no Maracanã.

O jogo que acabou decidindo o campeonato mais disputado da era dos pontos corridos, entre Grêmio e Flamengo foi pobre tecnicamente e de pouca emoção, apesar da importância e da grande torcida presente ao estádio Mário Filho.

Se, por um lado, o Grêmio que não tinha mais nada a fazer na disputa, com um time de garotos conseguiu impor um bom rítmo no primeiro tempo - calando o Maracanã com o gol inicial, o Flamengo deixava a desejar pela ansiedade, nervosismo e também muito surpreendido por uma disposição ímpar dos reservas tricolores.

Porque era inevitável, e estava escrito, o segundo tempo mostrou o Flamengo mais ativo e disposto criando as melhores chances para decidir o jogo e o título.

Os gols foram de autoria dos zagueiros David e e Ronaldo Angelin, mas o mentor técnico da vitória foi o sérvio Petkovic, sem dúvida o nome do jogo e do campeonato vencido pelo Flamengo.
Petkovic, hoje veterano, tem uma trajetória de grandes vitórias no futebol mundial tendo encontrato as maiores glórias no futebol carioca. Jogou na Espanha no Real Madri, Sevilha e outros, e chegou ao Brasil a convite do Vitória da Bahia. No Rio de Janeiro jogou no Fluminense e Vasco, mas foi no Flamengo que alcançou maior destaque. Quando havia desconfiança sobre as possibilidades de seu futebol, aos 37 anos constituiu-se no grande nome da campanha do Flamengo.

Marcou gols decisivos, inclusive, um gol olimpico e ontem foi o autor da cobrança dos dois escanteios que redundaram nos gols do rubronegro. Dejan Petkovic é merecidamente o personagem da rodada.

O que dizer do campeonato que, no início era uma barbada para o Inter - "o melhor time, a melhor gestão" e que despencou no segundo turno ainda alcançando o segundo lugar no perde/ ganha dos times da ponta.

O Palmeiras liderou por 19 rodadas e alcançou o melhor momento na transição da saída de Luxemburgo e chegada de Murici, com este vendo seu time despencar no final de forma comprometedora.

O São Paulo.foi fiel escudeiro e esteve sempre com chances mercê de uma boa estrutura e um grupo de jogadores de qualidade razoável.

Dos mineiros o Cruzeiro superou o abalo da perda da Libertadores e chegou no G4; o Galo foi bem no decorrer do campeonato fracassando nas rodadas finais. Celso Roth continua devendo uma afirmação.

E o Flamengo contrariou as expectativas. Com problemas financeiros graves e crônicos, com diretoria desarticulada, sem campos de treinamento e graças ao trabalho do interino técnico Andrade que reuniu o grupo que contoou no decorrer do certame com os acréscimos de Petkovic e Adriano foi o merecido campeão.

É o velho futebol desafiando as teses e teorias. Quando a bola rola, os definitivos conceitos ficam a perigo e o time melhor encaixado e que dá o bote no momento certo fica com as vitórias. O Flamengo chegou à liderança na semana passada e ontem comemorou o sexto títullo nacional

Parabéns, nação rubronegra.

RODAPÉ - Bola Genérica é um comentário de Moisés Pereira - o Homem de Pau Fincado, distrito do longínqüo município de Santa Vitória do Palmar, terra dos mergulhões, às margens do Arroio Chuí que faz sucesso e multiplica acessos - de prazer e de remordições - nos internautas que se aprochegam ao blog Sanatório da Notícia, do mesmo grupo de jornalistas sem patrões e sem patrocinadores pelo romântico propósito de garantir a sua mais ampla e irrestrita liberdade de credo, pensamento e expressão.

Os Descalcificados das Tardes de Domingo

É espantoso como, em pleno terceiro milênio, o homem continua troglodita. Os torcedores do Coritiba invadiram o campo e - obtusos e animalescos - promoveram uma batalha inútil. Sem qualquer propósito, já que a queda do seu time estava merecidamente consagrada. Hodiernos rebeldes sem causa. Isso foi no Paraná.

Por sua vez, fora do Maracanã, os flamenguistas fanáticos se esborracharam entre si. O único tipo de consolo para quem assistia a tudo diante da TV era torcer para que nenhum daqueles marginais errasse uma agressão deles neles mesmos. Isso foi no Rio.

E, enquan-to o ban-ditismo se esbalda-va às portas do Maracanã e boçais de taca-pes, claves, paus e pedras nas mãos enfrenta-vam a polícia armada com balas de borracha, nos morros cariocas os narcotraficantes viviam um domingo de paz e serenidade. Só o futebol pode realizar um milagre como esse. Isso foi num sonho.

Vendo aquela turbas desenfreadas e ferozes revelando o seu machismo incontrolável, tentando provar que todo mundo era mais homem que os outros, chegava-se gradativamente à conclusão de que aquilo era coisa de descalcificados.
De desclassificados, também. Mas, definitivamente, descalcificados. Do contrário, seus chifres já seriam visíveis em suas testas.
Só quem não faz direito o dever de casa, se vale de uma tarde de domingo para mostrar tamanha virilidade na rua. Isso foi pelo Brasil afora.

Ao fim das transmissões de pugilato esportivo, da sacada de sua residência, o telespectador avistou um jovem de bom porte saindo furtivamente pela porta dos fundos da casa daquela vizinha loira, de sorriso bonito e cativante casada com um desses torcedores organizados.
O garotão calçou os tênis, pouco antes de apressar seus passos rumo ao carro que deixara estacionado perto da esquina, a prudente distância da residência daquela convicta dona-de-casa que detesta futebol, mas adora uma boa tarde de domingo. O rapagão usava uma camisa do Vasco da Gama.

Isso pode ter sido pelo Brasil inteiro.
Comentário
Olá Sérgio,
Ainda estava lendo o blog – Sanatório da Noticia, quando recebi este e-mail falando desta sua nova criação, um Blog sobre esporte. Que maravilha, podermos contar com suas observações e comentários sempre muitos pertinentes e sagazes. Ganhamos nós os seus leitores com mais este espaço de jornalismo. Há de se registrar, também o vanguardismo do blog em veicular matérias sobre esporte paraolímpico, ainda carente de espaços para sua divulgação, não poderia deixar de mencionar o resgate das ótimas fotos do Mike Ronchi, que com certeza darão um toque especial ao blog.Vida longa e seja bem vindo com seu novo espaço jornalístico.
Abraços,
Renausto Amanajás

domingo, 6 de dezembro de 2009

Domingadas

O DELES LÁ - Daniel Passarela foi eleito presidente do River Plate. É o Roberto Dinamite deles lá. Sem o sorriso do cartola vascaíno.

CARA DE PAISAGEM - Palmeiras conseguiu perder para o Botafogo e ficar fora da Libertadores. É a prova mais evidente de que rabujice não ganha jogo. O chato é que, numa hora dessas, ninguém vai notar se o Muricy Ramalho está alegre ou triste.

A REFERÊNCIA - Depois da reação extraordinária que logrou imprimir ao time do Fluminense, Cuca é o grande herói do tricolor carioca. Conseguiu unir a turma, dando-lhe o verdadeiro sentido de grupo. Ele próprio foi a grande referência da união. Aonde um jogador do Fluminense estivesse, o Cuca ia.

AMOR & PAIXÃO - Duda Kroeff, presidente do Grêmio confirmou a contratação de Silas para 2010; " Silas e Paulo Paixão compõem a comissão técnica do Grêmio para 2010. Acertei tudo muito rapidamente em uma conversa com o Paixão, pois a vontade dele de voltar ao Olímpico era muito grande. Com o Silas também foi tudo muito rápido". Pronto, acabaram com a carreira do cara: quando eles estiverem com umas dez ou doze partidas invictas a diretoria manda os dois pro olho da rua. E faz sentido: paixão não é amor.

LIBERTÁRIOS -No Palmeiras, Libertadores... só os cartolas que conseguirem se livrar do Muricy.

RADIOFONIA - O esbaforido repórter fazia o balanço da confusão: "Na batalha no Couto Pereira, em Curitiba, depois da queda do time para a Segundona, o gramado ficou cheio de pessoas; o resto era polícia".

MICROFONIA - O mesmo repórter estava impossível: "No final da batalha do Couto Pereira, em Curitiba, restaram quatro feridos. Três pessoas e um policial".
OS CORAJOSOS -Estão dizendo que os reservas do Grêmio foram verdadeiros heróis diante do Flamengo neste domingo, no Maracanã. Uma injustiça com os cartolas do Grêmio: é preciso muita coragem para botar a garotada numa fria dessas.

Brasil, o País do Futebol

= Andrade conseguiu um feito inédito na história do futebol brasileiro. É o primeiro técnico negro a conquistar um título nacional. A torcida do time rubro-afrodescendente carioca não cabe em si de contente.
= A torcida do Grêmio já ruminava um pedido de demissão para o presidente do clube, porque tinha mandado o melhor time do Olímpico para vencer o Flamengo, quando o zagueiro Renato Angelim salvou o seu mandato, tirando o título do Internacional.
= Com que dignidade o Grêmio cumpriu sua missão. Foi ao Maracanã muito mais para não dar o título ao Inter do que para perder para o Flamengo.
= Apesar dos ingentes esforços de Luxemburgo para salvar o emprego de Muricy, o Palmeiras fez tudo que foi possível para ficar fora da Libertadores. O Botafogo lamenta até agora não ter igualado o feito do Vasco no ano passado.
= Aos 44' do segundo tempo foi comovente o esforço do atacante do Grêmio diante da defesa escancarada do Flamengo. Ele conseguiu voltar para o seu próprio meio-de-campo. Só não teve sucesso na hora de atrasar para o seu goleiro. O árbitro acabou antes a partida.
= O mais surpreeendente neste domingo no Rio de Janeiro é que ninguém, no meio dasqueles milhares de torcedores, foi atingido por uma bala perdida.
= Em Brasília, os torcedores do Internacional - em meio à foguetama flamenguista - entraram na Justiça com uma queixa-crime contra o governo Arruda. Suspeitam que as malas encontradas no saguão do hotel onde se hospedou a delegação gremista foram enviadas pelo alcagüete Durval Barbosa. A Polícia Federal agiu imediatamente e dirimiu todas as dúvidas: as malas gremistas só continham panetones.
= A felicidade nunca é completa, a diretoria do Flamengo foi flagrada aos prantos no vestiário do time. O choro não era de alegria. Pura raiva contra o Coritiba que livrou a cara do Fluminense.
= Este Brasileirão provou três coisas: Andrade é melhor que Muricy; Silas melhor que Luxemburgo. Ney Franco, do Coritiba, pior que eles todos juntos.

O Início pelo Fim

O Esporte por Esporte começa com o fim do Brasileirão-2009. E, daqui pra frente, nada será o que parece. Surge na esteira envolvente do futebol, mas o fim é tratar de todas as modalidades esportivas, esporte por esporte. Só assim todos, a um só tempo, estarão sabendo do que falam. O esporte tem linguagem universal. E assim a gente se entende. Ou desentende.

AS CARPIDEIRAS - O melhor de tudo nesse eletrizante Brasileirão da maior baba do futebol nacional dos últimos tempos foi o regulamento. Empolgante em cima e atemorizante embaixo. As carpideiras esportivas do eixo Rio-São Paulo choram por fórmulas mortas e sepultadas - o ridículo playoff que é bom para o basquete, ou o mata-mata de saudosa memória - na esperança de manter vivos nesse vale de lágrimas alguns times grandes que já morreram e não sabem.

ALTOS E BAIXÍSSIMOS -Todo mundo tem altos e baixos na vida. Celso Roth tem altos e abismos. Depois de quatro derrotas consecutivas, logo na reta final do Brasileirão, ele resolveu perder ontem para o Corínthians que jogava por rapadura. Neste domingo já está tratando da papelada para encaminhar amanhã mesmo o seu salário-desemprego.

GRACINHA - Dunga, na verdade, é o Zangado. Quando quer fazer piada, troca os pés pelas mãos. Logo que terminou o sorteio das chaves com os respectivos adversários, Dunga quis fazer graça e, desdenhando Coréia e Costa do Marfim, disse - referindo-se a Portugal que "vamos jogar contra o Brasil. Será o Brasil A contra o Brasil B". Pra quê?!? O técnico lusitano Carlos Queiroz subiu nas tamancas. Dunga acabou de jogar fora a chance de "classificação por coalizão" no último e mais difícil jogo da chave. Logo aquele em que Brasil e Portugal jogarão sabendo o que precisam fazer para continuar na Copa.

HISTÓRIA & TRADIÇÃO
A tradição do Grêmio é a rivalidade com o Internacional. A história colorada se perpetua no confronto com o tricolor. Entregar o jogo para o Flamengo só reforça a razão de ser dos dois adversários: a inimizade autofágica.

TOALHAS... -Vanderlei Luxemburgo, cabo eleitoral de pequeno calibre para Marcelo Teixeira, perdeu as eleições no Santos e os cadernos também. Desistiu de perseguir o seu tão sonhado grande título internacional. Já andava de crista caída, desde que se viu alijado da Libertadores. Como viu que não chegaria sequer à Sul-americana - copa consolação do futebol latino-americano, jogou a toalha (epa!).

Hoje é um urubu à espreita no Maracanã: nunca foi tão Flamengo na vida. É que, se o Grêmio ganhar, ele perde de vez a chance de ocupar a vaga de Mário Sérgio no Inter. Sua saída extemporânea da Vila Famosa, é só mais uma dessas toalhas jogadas na vida. Mesmo que o colorado dê com os burros n'água, o Vesgo já teria sua carta na manga para os cartolas gaúchos: - Ora, direis jogar toalhas!.. Quereis um técnico, uma camareira, uma manicure?!?
TORCENDO MAL - Até parece que a torcida do Inter não conhece nada de futebol. Pressiona os dirigentes tricolores a entrar com o time titular em campo contra o Flamengo hoje no Maracanã. Mas bah! Que fanatismo cego, tchê. A única chance do Internacional ser campeão é o Grêmio jogar com os reservas. Basta olhar a campanha pífia da equipe principal no Brasileirão, para ver que os bons de bola estavam todos no banco.

BRASIL, POTÊNCIA PARAOLÍMPICA




Mundial de Natação no RJ

O Brasil terminou o Campe-onato Mundial Paraolím-pico em Piscina Curta, no Parque Aquático Julio Delamare, Rio de Janeiro com 20 medalhas de ouro, 10 de prata e 14 de bronze. Com esse total de 44 medalhas, o Brasil ficou em quarto lugar na competição.
A Rússia ficou na primeira colocação, com 52 medalhas - 34 ouros, 12 pratas e seis bronzes; em segundo lugar ficou a Austrália, com 55 - 23 de ouro, 18 de prata e 14 de bronzes; na terceira posição chegaram os Estados Unidos, com 51 - 20 ouros, 20 pratas e 11 bronzes.

Das 20 medalhas de ouro do Brasil, a dupla Daniel Dias (S5) e André Brasil (S10) abocanharam nada menos de 15. Eles bateram recordes mundiais em suas provas individuais. A grande emoção do certame cheio de emoções ficou por conta da vitória de Carlos Farremberg, o Carlão, na prova de 100m livre para a classe S13, de deficientes visuais. Ele ultrapassou seus adversários nos últimos 50m e, de quebra, bateu o recorde mundial na modalidade.

RODAPÉ - O Brasil tem - segundo o último censo do IBGE - mais de 26 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.