Moisés Pereira
Porto Alegre
Tivemos no fim de semana os primeiros clássicos regionais no futebol brasileiro. Assisti Palmeiras e Corinthians e o Grenal.
No Pacaembu o Corinthians não precisou jogar muito para vencer o Palmeiras mesmo perdendo um jogador logo aos oito minutos do primeiro tempo.
Prevaleceu a organização do time de Mano Menezes que fez um gol logo cedo e mesmo com 10 jogadores conseguiu controlar o jogo durante os 90 minutos não permitindo que o Palmeiras com mais posse de bola conseguisse melhor sorte.
Jorge Henrique do timão foi o nome do jogo. Marcou o gol de cabeça apesar de sua baixa estatura e compôs defensivamente para compensar a ausência do jogador expulso de forma brilhante e com grande consciência tática.
O goleiro Felipe também foi destaque no time corintiano. O repatriado Roberto Carlos não teve tempo de mostrar a que veio porque intempestivamente cometeu uma falta desnecessária e imprudente logo no início do jogo sendo justamente expulso e registrando em seu conturbado currículo mais um episódio no mínimo contraditório.
O Palmeiras trouxe à tona suas deficiências que não são poucas individualmente e mais uma vez repetiu-se apurando o jogo sem criatividade e organização.
Murici Ramalho, tão vitorioso em jornadas passadas, não consegue sair daquele pragmatismo de levantar bola para a área adversária mesmo que seja para consagrar a zaga do adversário. Foi justa a vitória do Corinthians ainda sem Ronaldo mas com um grupo disciplinado taticamente e aproveitando as limitações do time do Parque Antártica.
Mais uma vez o Grenal que deveria ter sido zero a zero foi vencido pelo Inter em Erexim. O tabu foi mantido com o Grêmio sem vitórias em clássicos no Gauchão desde 2001.
Mais uma vez o Grenal que deveria ter sido zero a zero foi vencido pelo Inter em Erexim. O tabu foi mantido com o Grêmio sem vitórias em clássicos no Gauchão desde 2001.
A vitória colorada aconteceu quase ao final do jogo num gol fortuito depois de uma bola que viajou para a área adversária e bateu nas costas (pescoço) de Edu, oferecendo-se para Alecssandro fulminar Victor sem apelação.
O clássico que marcou a extréia dos treinadores Fossati e Silas não apresentou novidades. Pelo contrário mostrou dois times planificados da mesma maneira o 3-5-2 e com poucas variações.
O Inter que praticamente repete o time do no passado pouco exigido defensivamente não teve méritos para atacar limitando-se ás tentativas de controlar o meio de campo e esporádicas manobras ofensivas.
Já o Grêmio foi confuso na defesa especialmente na saída para o ataque quando o potencial de Mário Fernandes foi pouco aproveitado. A presença de Joilson na ala direita pouco acrescentou ofensivamente ao ataque que pouco assistido foi inoperante.
Individualmente no Inter, Sandro e Giuliano no meio do campo foram os destaques, e no Grêmio podemos citar Lúcio e Souza embora em menor escala haja vista que o Grêmio primou por um conjunto focado no jogo em detrimento das individualidades.
Esperava mais da dupla gaúcha neste clássico. Descontando-se a particularidade do tipo de confronto espera-se que em outras circunstâncias e melhor constituídos possam crescer no decorrer do ano, porque a mostra foi insatisfatória.
Não assisti o Fla-Flu, mas um clássico de oito gols com o Imperador marcando três está salvo. Ainda mais de virada depois de uma arrancada tricolor de 3 a 1.
A particularidade do futebol carioca é que dos 16 jogos dos grandes contra os pequenos os grandes ganharam todos. Resume-se o campeonato ao quadrangular entre estes e mesmo assim já tivemos o 6 a zero do Vasco no Botafogo e mais esta goleada extravagante de ontem.